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Má qualidade da assistência atrasa melhoria da saúde no mundo

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Estetoscópio envolve o planeta Terra: gastos com erros atravancam o desenvolvimento da saúde, releva documento da OMS, OCDE e Banco Mundial (Kumruen Pakorn/Bigstock)

Estetoscópio envolve o planeta: gastos com erros atravancam o desenvolvimento da saúde, releva documento da OMS, OCDE e Banco Mundial (Kumruen Pakorn/Bigstock)Três organizações internacionais lançaram um alerta pela urgência da melhoria da qualidade dos serviços de saúde. Segundo um relatório lançado ontem pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Banco Mundial e a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a má qualidade dos serviços está atrasando o desenvolvimento da saúde no mundo. O alerta vale tanto para países pobres e em desenvolvimento, como o Brasil, quanto para nações ricas. “Muitas das intervenções para melhorar a qualidade – checklists, medidas básicas de higiene, por exemplo – são baratas e acessíveis a todos países”, escreveram representantes das instituições em um artigo publicado no periódico científico BMJ.

O documento conjunto, uma iniciativa inédita das três instituições, revela que, nos países pobres e em desenvolvimento, 10% dos pacientes são vítimas de infecções hospitalares evitáveis. Nos países desenvolvidos, a situação não é muito melhor: 7% sofrem com infecções e 1% será vítima de eventos adversos durante tratamentos de saúde. No mundo todo, erros de medicação custam US$ 42 bilhões por ano.

O relatório detalha os impactos da má qualidade da assistência – erros de diagnóstico e medicação, práticas inseguras e tratamentos desnecessários – no desenvolvimento econômico e social dos países. Além dos custos para as instituições de saúde, cerca de 15% do gasto total dos hospitais, há o impacto para os sistemas de saúde e para a vida dos pacientes: eles passam mais tempo hospitalizados, o que afeta sua capacidade produtiva e a própria renda e alguns ficam com sequelas para a vida toda.

O caminho para a melhoria passa por diferentes instâncias, segundo o relatório. Cabe aos:

  • Governos: liderar a transformação, elaborando estratégias e políticas para a gestão da qualidade em saúde;
  • Operadores de sistemas/serviços de saúde:  centrar a atenção no cuidado e na experiência do paciente;
  • Profissionais de saúde: ver os pacientes como parceiros e se comprometer a gerar e divulgar dados que mostrem a importância de estratégias de qualidade;
  • Pacientes: engajar-se ativamente nas decisões sobre saúde e ajudar os profissionais a desenvolver modelos de tomada de decisão compartilhada.

O relatório completo está no site da OMS disponível para download.

 

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