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Ministério da Saúde muda protocolo de atendimento após oficializar relação do zika com microcefalia

Ministério da Saúde muda protocolo de atendimento após oficializar relação do zika com microcefalia
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Zika vírus e Microcefalia

Com mais de 1.200 casos registrados e sete mortes de recém-nascidos, a microcefalia já é considerada uma epidemia no Brasil. Isso porque em um desses casos, o bebê foi confirmado com zika vírus durante a gestação e os outros estão em investigação.

Esse quadro levou o Ministério da Saúde a confirmar oficialmente nesta segunda-feira (30) a relação entre o surto, identificado principalmente no Nordeste, e a contaminação pelo vírus zika. Após determinar a ligação entre o vírus e as más-formações, o protocolo de atendimento para pacientes foi readequado e um pacote de medidas foi anunciado na mesma data.

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Exames feitos em uma criança que nasceu com microcefalia no Ceará comprovaram a presença do vírus e, além disso, foi confirmada uma morte associada ao zika na cidade de Benevides, no Pará. Uma garota de 16 anos morreu em outubro, mas, na época, a suspeita era de contaminação por dengue. Os dois casos foram determinantes para associar o vírus à má-formação e alterar a abordagem nos casos suspeitos de zika.

Protocolo – o que fazer

O zika foi registrado pela primeira vez no Brasil no início do ano, mas era tratado como uma forma mais branda da dengue. No entanto, após as confirmações, o protocolo de atendimento para as suspeitas de contaminação por zika devem mudar. O Ministério da saúde recomenda agora que o atendimento para possíveis casos de agravamento por zika sejam semelhantes aos já feitos para a dengue.

Isso significa que todo caso suspeito de zika deve ser comunicado à Vigilância Epidemiológica e, se identificada uma forma grave da doença, essa notificação deve ser feita imediatamente. No caso da dengue, o órgão regional, após receber o aviso, deve iniciar a investigação do caso e coletar amostra de sangue para exame a partir do sexto dia da doença. Casos de óbito também devem ser identificados imediatamente para que a VE siga o protocolo de investigação específico.

Orientação à gestante

Gestantes devem reforçar o uso de repelentes, proteger-se contra mosquitos e evitar o contato de pessoas que apresentem sintomas da doença (febre baixa, coceiras e manchas vermelhas pelo corpo). O Ministério da Saúde recomenda às grávidas:

  1. Devem ter a sua gestação acompanhada em consultas pré-natal, realizando todos os exames recomendados pelo seu médico;
  2. Não devem consumir bebidas alcoólicas ou qualquer tipo de drogas;
  3. Não utilizar medicamentos sem a orientação médica;
  4. Evitar contato com pessoas com febre, exantemas ou infecções;
  5. Adoção de medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doenças, com a eliminação de criadouros (retirar recipientes que tenham água parada e cobrir adequadamente locais de armazenamento de água);
  6. Proteger-se de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes indicados para gestantes.

Confira neste link mais informações do Ministério da Saúde sobre a microcefalia.

Em investigação

Em nota oficial, o Ministério da Saúde informa que intensificou o acompanhamento da situação, de forma prioritária, e divulgará em breve mais orientações para rede pública e para a população, conforme os resultados das investigações.

Diz ainda que a Presidência da República determinou a convocação do GEI (Grupo Executivo Interministerial), que envolve 17 ministérios, para a formulação de plano nacional do combate ao vetor transmissor, o mosquito Aedes aegypti. Também estão sendo estimuladas pesquisas para o diagnóstico da doença e frentes de mobilização em regiões mais críticas. As medidas envolvem ações de comunicação e suporte assistencial, como pré-natal, atenção psicossocial, fisioterapia, exames de suporte e estímulo precoce dos bebês.

 

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