Notícia | IBSP

Pesquisas mostram que equipes de enfermagem querem investir em educação continuada

Estudo amplia chances de entrar no mercado de trabalho e melhora confiança para a prática clínica

Uma pesquisa recente da consultoria McKinsey & Company (1) com 795 enfermeiros de seis países aponta que muitos deles não se sentem confiantes sobre suas habilidades clínicas avançadas. Paralelamente, mergulhando no cenário nacional, de acordo com o Perfil da Enfermagem no Brasil (2), material do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), 78,1% dos auxiliares e técnicos de enfermagem no país têm a intenção de continuar os estudos.

Além do interesse em melhorar o conhecimento, há o mercado de trabalho que cobra por profissionais cada vez mais capacitados. Tanto que 10,5% dos profissionais entrevistados pelo Cofen alegam a falta de requisitos profissionais de formação e especialização como um empecilho na hora de arrumar um emprego na área.

Como está, então, a educação continuada desses profissionais? Se há interesse em estudar, por qual motivo muitos acabam não seguindo esse desejo?

Ainda de acordo com o documento do Cofen, das várias razões alegadas pelas equipes de enfermagem do Brasil para a não realização de aprimoramento profissional nos últimos 12 meses estão a falta de condições financeiras (apontada por 22,3%) e a falta de tempo, motivação e estímulo (16,2%).

Do ponto de vista do profissional de saúde, hoje em dia diversas instituições de ensino estão migrando seus rígidos formatos para modelos mais flexíveis, que melhor se encaixam na rotina desses trabalhadores. Aqui, inclui-se, por exemplo, o ensino à distância. “Temos, em nossa vitrine, diferentes cursos rápidos e autoinstrucionais que auxiliam a rotina dos profissionais de saúde e podem ser encaixados nas agendas bastante turbulentas desses trabalhadores. Pensamos nesses formatos justamente para facilitar a adesão aos estudos”, comenta Lucas Zambon, diretor científico do IBSP.

No instituto estão disponíveis hoje 14 cursos on-line sobre segurança do paciente com até 10 horas de duração a custos que não ultrapassam R$ 150,00 cada um. Além disso, há o Programa de Qualificação Multiprofissional em Segurança do Paciente, um curso completo baseado no Guia Curricular de Segurança do Paciente da Organização Mundial da Saúde (OMS) que entrega 80 horas de conhecimentos para formar uma literacia em segurança do paciente para qualquer profissional da área. “Aqui, também para facilitar o dia a dia dos estudantes, há a possibilidade de adquirir o programa completo, composto por 11 aulas, ou uma aula por vez”, explica Zambon.

Porém, também é preciso observar do ponto de vista do empregador, lembrando que a falta de apoio é uma grande barreira para a realização das especializações e que investir em programas de educação continuada traz bons resultados.

O documento “Nurses: a voice to lead”, do International Council of Nurses (3), lista diversos benefícios do apoio à educação em enfermagem destacando:

  • Melhores desfechos de saúde dos pacientes, incluindo a redução da mortalidade (na Europa, o aumento de 10% na proporção de enfermeiros com licenciatura foi associado à diminuição de 7% na mortalidade hospitalar);
  • A pós-graduação leva a maior retenção da força de trabalho local;
  • Enfermeiros com boa formação progridem para cargos de liderança em todo o espectro da saúde.

Por fim, o que todos esses estudos refletem é que os profissionais de saúde no Brasil entendem a importância da sua qualificação, mas precisam de incentivos diversos para conseguir encaixar os estudos em sua rotina.

Dados da formação das equipes de enfermagem no Brasil de acordo com o Cofen:

  • A equipe brasileira de enfermagem é constituída por 1.804.535 profissionais, sendo 77% técnicos e auxiliares de enfermagem e 23% enfermeiros
  • 57,4% dos enfermeiros em atividade no país se formaram em instituições privadas de ensino superior
  • 63,7% dos enfermeiros que atuam no país se formaram há 10 anos ou menos. Paralelamente, profissionais que atuam há mais de 30 anos são apenas 5% do total. Esses números mostram que a enfermagem é uma profissão que está em processo de rejuvenescimento, formada prioritariamente por jovens
  • 1/3 dos enfermeiros do país realizou, antes de se graduar, um curso técnico ou auxiliar de enfermagem
  • 80,1% dos enfermeiros fizeram ou estão fazendo algum curso de pós-graduação

Referências:

(1) Around the world, nurses say meaningful work keeps them going

(2) Perfil da Enfermagem no Brasil

(3) Nurses: a voice to lead

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