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Programa de Qualificação Multiprofissional em Segurança do Paciente traz conteúdo transversal e beneficia toda a cadeia de saúde

Lucas Zambon, diretor científico do IBSP e coordenador do curso, esclarece todo o contexto sobre a criação do programa, suas vantagens e composições

Recentemente lançado pelo Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP), o Programa de Qualificação Multiprofissional em Segurança do Paciente traz 11 aulas totalmente on-line seguindo os temas propostos no Patient Safety Curriculum Guide: Multi-professional Edition (Guia Curricular de Segurança do Paciente: Edição Multiprofissional), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para entender o propósito do curso, como o corpo docente foi escolhido e para quais profissionais ele está voltado, conversamos com Lucas Zambon, diretor-científico do IBSP e responsável pela coordenação do programa.

Nessa entrevista, Zambon esclarece todos os principais pontos e enfatiza que o curso tem um conteúdo transversal que beneficia absolutamente todos os profissionais do setor de saúde, tanto aqueles que prestam assistência direta ao paciente quanto aqueles que atuam nas áreas administrativas e em processos de apoio.

Confira a entrevista na íntegra. Para acessar a vitrine do Programa de Qualificação Multiprofissional, clique AQUI.

Ideia, contexto e composição do programa

  1. Como surgiu a ideia de desenvolvimento do Programa de Qualificação Multiprofissional em Segurança do Paciente?

Lucas Zambon – A história é interessante. A ideia teve origem no último Simpósio Internacional de Segurança do Paciente promovido pelo IBSP antes da pandemia de covid-19. Durante uma mesa sobre educação, nasceu a intenção de o IBSP promover uma ação educacional sem fronteiras, capaz de alcançar muitos profissionais. Na época, era um desafio gigante imaginar e concretizar esse projeto. Porém, a pandemia alavancou o uso de ferramentas on-line, as pessoas se habituaram a esse formato, e conseguimos entender que era um momento propício para desenvolvermos alguma atividade impactante e de larga escala. Isso ganhou ainda mais força quando observamos o Global Patient Safety Action Plan 2021–2030, da OMS, que tem a educação profissional como um dos seus pilares. Assim, esse foi o contexto que nos levou a buscar a base curricular proposta pela própria OMS em termos de segurança do paciente e, com ela, formatar um programa de qualificação que pudesse ser multiprofissional e capaz de impactar o maior número possível de pessoas em território nacional.

  1. O Patient Safety Curriculum Guide, da OMS, resume todas as principais temáticas para a construção do conhecimento acerca da segurança do paciente na assistência?

Lucas Zambon – O currículo da OMS tem um mérito tremendo tanto pelo pioneirismo quanto por ter sido construído por entidades de diferentes classes profissionais além de representações estudantis e mesmo de pacientes. Com um sólido direcionamento educacional, ele é uma base fantástica e consistente de conhecimentos que qualquer profissional de saúde precisa ter quanto ao universo da segurança do paciente, algo que a grande maioria de quem está no mercado de trabalho sequer teve contato durante sua formação de graduação ou mesmo pós-graduação.

Mas também é fato que o campo da segurança do paciente só se expande. Suas fronteiras tocam as fronteiras de outros conteúdos e ele está em constante crescimento. É indubitável que, se por um lado, o currículo da OMS fornece as bases, por outro temos certeza de que precisamos ir além daquilo que ali está proposto para ser possível cobrir as necessidades de um segmento que está em plena expansão e renovação.

  1. Como foi feita a seleção de professores do Programa?

Lucas Zambon – Quando formatamos o programa, tínhamos como premissa a necessidade de refletir a multidisciplinaridade da segurança do paciente. Para isso era preciso que convidássemos um corpo docente que fosse representativo nesse sentido. Assim, buscamos ter profissionais da área médica, de enfermagem e de farmácia – somando ao time ainda profissionais com formação em psicologia. Outro ponto relevante era que esses profissionais fossem representativos e expressivos nas suas posições acadêmicas ou de experiência de trabalho para que a tivéssemos um corpo docente robusto, promovendo conteúdo de alta relevância e alto grau de confiabilidade.

Profissionais que se beneficiam e formato de estudos

  1. Todo e qualquer profissional da saúde se beneficia do Programa de Qualificação Multiprofissional?

Lucas Zambon – O curso traz conteúdos muito transversais então, no IBSP, acreditamos que impacta positivamente todo e qualquer profissional da saúde, tanto aqueles que promovem assistência direta ao paciente – como médicos, farmacêuticos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas, entre outros – como aqueles que atuam nas áreas administrativas e nos processos de apoio. A segurança do paciente não é uma ciência ou um conceito voltado exclusivamente ao profissional de saúde, mas para todo mundo que está envolvido no setor. É um programa que pode, inclusive, ultrapassar as barreiras das organizações de saúde, tendo utilidade também para os futuros profissionais. Estudantes encontrarão no programa um conteúdo fundamental e completamente pertinente ao mercado de trabalho atual, que demanda as questões de segurança do paciente e que está inserido em um programa nacional. O conteúdo de segurança do paciente é uma necessidade indiscutível a qualquer pessoa que atua ou que irá atuar na área da saúde.

  1. O curso é inteiramente online e assíncrono. Por qual motivo o IBSP escolheu esse formato?

Lucas Zambon – A ideia de promover um conteúdo on-line era poder vencer as distâncias geográfica do Brasil, chegando a qualquer canto do país, o que foi muito alavancado por todo o fenômeno de consumo de conteúdo virtual que já era crescente, mas que a pandemia acelerou. Para uma nação com as nossas dimensões geográficas, algo on-line faz todo sentido para alcançarmos o maior número possível de pessoas.

E por que assíncrono? Sabemos que a rotina das pessoas é muito complicada para que consigam reservar um período do seu dia a dia para o estudo, podendo inclusive impactar na dinâmica de trabalho ou familiar. Assim, acreditamos que a possibilidade de escolher de forma eletiva quando consumir aquele conteúdo era fundamental para garantir que qualquer profissional, independentemente da circunstância de vida e de trabalho, pudesse ser capaz de participar. Além disso, acrescentamos um prazo bom para esse consumo. Uma vez que a pessoa se inscreve, ela tem até um ano para cumprir a grade de conteúdos. Há, claro, quem conseguirá fazer em um tempo muito menor, porém todos têm a segurança de que conseguirão completar todas as aulas e demais atividades proposta com tranquilidade e mínimo impacto na sua rotina. Não queremos criar um conflito com a dinâmica de vida das pessoas.

  1. Qual a dica para que os profissionais de saúde aproveitem as aulas ao máximo?

Lucas Zambon – Ao consumir um conteúdo de forma on-line, sugerimos a criação de uma rotina. Disciplina é tudo nessa forma de estudar. É fundamental que o aluno consiga ter atenção plena nas atividades para seu melhor aproveitamento. A dica é reservar dias e horários em que você tenha baixo risco de ser interrompido. Por exemplo, caso vá estudar em casa, combine com sua família de que, durante aquele momento, estará focado em um aprendizado fundamental para sua vida profissional, e que, portanto, não quer ter nenhuma interrupção. Como é um conteúdo online, usar fones de ouvido podem te ajudar a se “isolar” do ambiente ao redor. Você não precisa consumir muito conteúdo de uma vez só, já que o prazo de disponibilidade é longo, e cada tópico é ainda separado em várias aulas. Então você pode fazer aos poucos, com a vantagem de poder “rebobinar” a fala do professor, tomar notas, e realizar os exercícios propostos. Não esqueça, também, de buscar as leituras e atividades complementares sugeridas e de ler o e-book que apoia cada módulo, pois isso reforça a absorção do conteúdo.


Vantagens para as organizações de saúde e passos futuros

  1. Como as organizações de saúde podem se beneficiar ao investir no curso para os seus profissionais?

Lucas Zambon – Há três pontos importantes a destacar. Primeiramente, temos que ter em mente que a segurança do paciente é um trabalho sempre em desenvolvimento nas organizações de saúde, ele nunca está acabado. Paralelamente, há uma necessidade de as organizações de saúde criarem modelos de desenvolvimento de pessoas baseados em competências, sendo o conhecimento em segurança do paciente ponto pacífico nessa construção. E, por fim, a OMS nos trouxe um plano de ação global para esta próxima década que enfatiza a necessidade de investirmos na educação profissional para alavancar a segurança do paciente a um novo patamar de entrega. Dito tudo isso, o nosso Programa de Qualificação Multiprofissional é uma ferramenta que atende a todas essas necessidades. Trata-se de um programa estruturado nas próprias bases curriculares da OMS, mas que vai além ao expandir o conteúdo para necessidades atuais no contexto da segurança do paciente. Além disso, trata-se de um conteúdo criado por uma equipe multiprofissional de professores, algo absolutamente pertinente ao tema e que facilita o diálogo com todos os profissionais da saúde. Ainda, estamos falando de um conteúdo que foi construído por profissionais de referência no mercado, e que podem refletir as necessidades que temos em nosso país. É uma grande oportunidade para as organizações de saúde trabalharem as competências em segurança do paciente de seus profissionais, de forma homogênea, com conteúdo de excelência, e alinhado a um propósito maior patrocinado pela própria OMS. Além disso, temos uma formatação especial para as organizações de saúde sobre como elas podem consumir este conteúdo em planos de larga escala.

  1. Há perspectiva de ampliação do programa para o futuro?

Lucas Zambon – Esse programa é um primeiro passo para sedimentarmos a qualificação profissional em segurança do paciente no país. Mas é claro que o IBSP está sempre atento às novidades e tendências para trazer para o mercado as informações mais relevantes e atualizadas em relação às perspectivas que rondam a temática da segurança do paciente.

 

Para acessar a vitrine do Programa de Qualificação Multiprofissional, clique AQUI.

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