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Busca por cirurgia segura é um dos pilares da moderna cirurgia da coluna

Busca por cirurgia segura é um dos pilares da moderna cirurgia da coluna
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Intervenção pela lateral do corpo do paciente chega ao Brasil e apresenta vantagens aos pacientes

 

Cirurgias são sempre delicadas. Quando se fala em coluna, então, normalmente o paciente tem receios que vão além de enfrentar os riscos cirúrgicos normais. “As particularidades da coluna são a resolução incompleta dos sintomas e dano neurológico, que podem ser transitórios ou definitivos”, comenta o Dr. Bruno César Aprile, ortopedista e cirurgião de coluna, formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, especializado em “Afecções da Coluna Vertebral” na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e da Sociedade Brasileira de Coluna.

IBSP – Quais são os maiores desafios para os profissionais em cirurgias de coluna?

Dr. Bruno César Aprile – Manter-se sempre atualizado, visando aprender e estar apto para aplicar corretamente as melhores técnicas para cada situação individual do paciente. Em nosso meio, conseguir que os convênios médicos aprovem técnicas consagradamente com melhores resultados em relação às tradicionais também tem sido um obstáculo importante no dia a dia.

IBSP – Quais são os maiores riscos de eventos adversos em cirurgias de coluna? Por quê?
Dr. Aprile –
Uma cirurgia com complicações ou que seja mal realizada sempre pode levar a resultados potencialmente catastróficos. As particularidades da coluna, além dos riscos de qualquer cirurgia com infecção, sangramentos e eventos inesperados, são a resolução incompleta dos sintomas e dano neurológico (formigamentos, câimbras, choques, fraqueza, etc.), que podem ser transitórios ou definitivos. A busca por uma cirurgia segura é um dos pilares da moderna cirurgia da coluna.

IBSP – Como é possível evitar tais eventos?
Dr. Aprile –
Um profissional capacitado sem dúvida é a melhor forma, o médico deve estar ciente da doença exata do paciente, da indicação da cirurgia e da técnica escolhida. É preciso informar claramente ao paciente os riscos e expectativas envolvidas e, principalmente, estar treinado e apto para realizar a cirurgia proposta, assim como tratar as possíveis complicações do ato cirúrgico.

Existem modelos de monitorização dos nervos, cérebro e medula que auxiliam a reduzir as complicações, assim como sistemas de navegação e equipamentos de imagem intraoperatório com muita precisão, que propiciam uma cirurgia mais segura, assim como outros equipamentos hospitalares que ajudam na diminuição da necessidade de sangramentos e transfusões sanguíneas.

IBSP – Além da cirurgia por acesso lateral, existem outras novidades recentes nessa área? Quais?
Dr. Aprile –
Sem dúvida existem. A cirurgia de acesso lateral é apenas uma das novas técnicas para cirurgia da coluna. Destaca-se entre as técnicas mais modernas a endoscopia da coluna, cirurgia feita de forma similar a uma artroscopia, com um corte de 2 cm e uma real mínima agressão ao paciente. Na maioria das vezes, o paciente é submetido apenas à anestesia local e sedação, o que diminui muito os riscos da anestesia geral, e que em mãos capacitadas consegue resolver a grande maioria dos problemas degenerativos da coluna (hérnias de disco, compressão nervosa, estenose, etc.) sem necessitar de travamento ou estabilização da coluna (com parafusos ou outros implantes).

Nesta técnica, a grande maioria das vezes o paciente recebe alta hospitalar no mesmo dia, caminhando, e tem um período de recuperação muito mais curto, assim como comprovada dor muito menor e retorno precoce ao trabalho.

 

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