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Com acesso via barco ou avião, hospital do Amazonas tem foco em segurança do paciente

Com acesso via barco ou avião, hospital do Amazonas tem foco em segurança do paciente
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A logística é um dos fatores que dificulta o atendimento no interior da Amazônia; diretrizes de qualidade e segurança agregam valor

O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, no Pará, atende casos de média e alta complexidades, prestando assistência para mais de 1,1 milhão de pessoas nos 20 municípios do oeste do Estado. Com doze anos de existência e pertencente ao Governo do Pará, é administrado pela Pro-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar. “Ficamos a 1.500 km da capital Belém. O acesso é através das vias aérea ou marítima, neste caso pelo rio, o que dificulta toda a logística”, conta Veruska Verim Ramalheiro, assessora de Qualidade e Processos do Hospital Regional do Baixo Amazonas.

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Com foco na melhoria contínua de processos e serviços, buscando a segurança do paciente a satisfação dos clientes internos e externos, a qualidade agregou muito ao atendimento à população. “Não conseguimos enxergar a qualidade a segurança de forma separada. Então, sem dúvida, hoje nosso hospital é referência no interior do Pará, tanto na área oncológica quanto na de pacientes de média e alta complexidade”, afirma Veruska.

O principal desafio para oferecer uma assistência de qualidade é a logística, pois as condições de acesso terrestre são muito precárias. “Quando se fala em logística e paciente, ainda temos muitos pontos a serem trabalhados. Isso porque, para garantirmos uma segurança, precisamos assegurar medicamento, material hospitalar. E isso precisa chegar ao hospital de maneira segura, atendendo as necessidades do paciente”, comenta Veruska, que exemplifica que o estoque do HRBA tem que durar em média 45 dias, o que hoje para as regiões Sul e Sudeste é alto inimaginável.

Cultura focada em qualidade e segurança
No processo de qualidade, a primeira estratégia do HRBA foi disseminar a cultura da qualidade e da segurança do paciente do hospital entre os colaboradores. “O principal agente transformador foi envolver as pessoas, mostrar para elas a importância que isso tem no resultado final. Tivemos que mexer com o modo de pensar, de agir, mudando as rotinas”, conta Veruska. Depois disso, começou-se a implantar os processos e todas as ferramentas que são rotineiras da qualidade.

Esse processo realmente mudou a qualidade da assistência. “Hoje, o HRVA referência na região para pacientes de média e alta complexidades. Então, isso faz com que as pessoas olhem com mais importância essa questão da cultura da segurança do paciente”, fala Veruska.

Mudanças socioeconômicas
Depois da instalação de um hospital deste porte, que hoje agrega 1.200 colaboradores, foi preciso passar a formar profissionais para atender à demanda. “Passamos a desempenhar esse papel de formar os profissionais lá dentro do hospital. Com isso, mudamos o panorama socioeconômico, pois passamos a contratar esses trabalhadores”, diz Veruska.

“É possível fazer a diferença no interior da Amazônia, é viável fazer a diferença em hospital público dentro do País. O que é preciso para isso? A principal ferramenta é a motivação: o paciente”, finaliza Veruska.

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