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Drogas para profilaxia devem ter ação restrita e boa tolerabilidade

Drogas para profilaxia devem ter ação restrita e boa tolerabilidade
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Profilaxia cirúrgica

A preocupação com uma microbiota resistente em hospitais tem feito com que os médicos selecionem medicamentos com espectro de ação restrita, boa tolerabilidade com poucos efeitos colaterais e meia vida longa para uso em profilaxia antibiótica em caso de cirurgias.

Além da administração na indução anestésica, devem-se manter as doses suplementares durante todo o ato operatório. “De acordo com a meia vida do antibiótico utilizado, haverá um intervalo para a repetição do mesmo. Dessa forma, caso seja utilizada a cefazolina e a cefuroxima, doses suplementares deverão ser feitas a cada quatro horas no decorrer da cirurgia. Exemplo: se a cirurgia tiver duração de cinco horas, o paciente receberá duas doses, sendo a primeira na indução anestésica e a segunda quatro horas depois”, sinaliza Patricia Martino Longo, coordenadora de Controle de Infecção Hospitalar e porta-voz do Hospital e Maternidade Brasil (da Rede D’Or São Luiz).

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A prática comum é de suspender a profilaxia após o final do ato operatório ou, no máximo, com 24 horas de uso. “Os guidelines mais recentes recomendam a suspensão do antibiótico ao término da cirurgia visando a prevenção de emergência de bactérias multirresistentes decorrentes da pressão seletiva do uso do antibiótico”, reforça Patricia. Para alguns procedimentos cirúrgicos, como colocação de próteses, ainda recomenda-se a manutenção desse antibiótico em no máximo 48 horas após o término do procedimento.

Drogas mais utilizadas

Geralmente, o corpo médico opta por beta-lactâmicos da classe das cefalosporinas, tais como: cefazolina e cefuroxima, com ação predominantemente para bactérias gram-positivas e gram-negativas. “Além disso, pensando na cobertura de bactérias anaeróbicas do trato gastrointestinal, recomendamos o uso de uma cefamicina (cefoxitina) ou a associação de cefazolina e metronizadol”, diz Patricia.

Infecção pós-cirúrgica

Quando ocorre uma infecção pós-cirúrgica, a droga utilizada para tratamento deve ser diferente da utilizada para a profilaxia. “Por definição, nunca utilizamos o mesmo antibiótico da profilaxia para o tratamento. No caso de infecções de sítio cirúrgico utilizamos o antibiótico com espectro maior que o profilático”, finaliza a porta-voz do Hospital e Maternidade Brasil (da Rede D’Or São Luiz).

 

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