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Evitar abreviaturas e medidas não métricas previne erro em prescrição de remédios para crianças

Evitar abreviaturas e medidas não métricas previne erro em prescrição de remédios para crianças
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Saiba quais são os cuidados específicos que os profissionais devem ter para segurança do paciente em pediatria

Erros na administração de medicamentos podem ter consequências graves em qualquer paciente, mas, no caso de crianças, o quadro torna-se ainda mais complexo. A diferença de idade e peso entre pacientes, por exemplo, é um fator que interfere diretamente no sucesso do tratamento e requer atenção redobrada dos profissionais.

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Dessa forma, eventos adversos na ala pediátrica relacionados à medicação podem ser até mais frequentes do que em adultos, mas como a maioria deles pode ser evitada com alguns cuidados. Em entrevista exclusiva ao IBSP, as profissionais do Hospital Albert Einstein, a Dra. Marta Pessoa Cardoso, médica da CTIP e consultora médica do Gerenciamento e Vigilância do Risco; e Aline Gomes da Costa, enfermeira do Gerenciamento e Vigilância do Risco, dão dicas de como deve ser a abordagem de profissionais na segurança de pacientes pediátricos visando a segurança do paciente. Confira:

IBSP – Erros de medicação na pediatria podem ser mais graves do que em adultos? Por quê?
Marta Pessoa Cardoso – Sim, erros de medicação em unidades de internação pediátricas podem ocorrer com maior frequência e podem também implicar em maior gravidade. Todas as crianças, especialmente aquelas com idade menor que dois anos, em função do desenvolvimento em curso de seus órgãos (rins, fígado, sistema cardiovascular), e de seus sistemas adaptativos, podem sofrer mais intensamente os efeitos de pequenos erros na dose de medicamentos.

IBSP – Quais são os cuidados específicos de segurança do paciente (quanto aos medicamentos) na ala pediátrica? Quais as principais diferenças entre os cuidados da pediatria e das outras alas, por exemplo?
Aline Gomes da Costa – A maioria dos cuidados e rotinas relativas a medicamentos são aplicáveis a qualquer unidade em que um paciente esteja internado. As unidades de internação pediátricas, em vista dos desafios expostos anteriormente, requerem ainda mais vigilância e cuidados especiais em todas as etapas do processo.

Na administração de medicamentos, seguimos protocolos específicos de diluição e preparo, sobretudo para medicamentos de alto risco (heparina, gamaglobulina, drogas vasoativas). Garantir o monitoramento adequado durante infusão de medicamentos, conforme indicação de cada droga. Utilização de bombas de infusão e dispositivos adequados à pediatria (volumes de diluição reduzidos).

Na interação com o paciente/ família, envolvemos a família em todo o cuidado ao paciente é reconhecido como mais uma barreira de segurança, e isso vale também para o processo de medicamentos (reconhecimento de alergias, sinalização de possíveis falhas, observação de reações adversas a medicamentos).

IBSP – E na prescrição, como é a rotina?
Marta Pessoa Cardoso – Nas prescrições médicas, evitamos uso de abreviaturas e unidades de medidas não métricas (colher, ampola, frasco). Registrar a dose desejada para o peso da criança que será conferida pelo farmacêutico é de suma importância.

 

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