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Fragmentação do sistema de saúde brasileiro eleva risco de erros e omissões

Fragmentação do sistema de saúde brasileiro eleva risco de erros e omissões
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A saúde pública especificamente no Brasil tem também uma diversidade muito grande em relação às várias regiões, o que pode gerar perda da qualidade e da segurança do paciente

O cenário de segurança do paciente evoluiu a partir da implantação do Programa Nacional de Segurança do Paciente e da necessidade da criação do núcleo de segurança do paciente nas instituições de saúde brasileiras. A aplicação prática, no entanto, depende do cenário de casa região do Brasil, visto que existe uma diversidade muito grande do perfil epidemiológico e das condições estruturais regionais.

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“O sistema de saúde ainda muito fragmentado no nosso país e essa fragmentação do cuidado, a não continuidade do tratamento do paciente gera um risco muito grande de erros e omissões e de perda da qualidade e segurança do cuidado”, diz Maria Dolabela Magalhães, gerente de Qualidade e Risco Corporativo das Instituições Afiliadas a SPDM -Associação Paulista Para o Desenvolvimento da Medicina.

IBSP: Segurança do Paciente - Fragmentação do sistema de saúde brasileiro eleva risco de erros e omissões
Maria Dolabela Magalhães (Foto: Marcelo Pereira/M11 Photos)

IBSP – De 2013 para cá, você acredita que o cenário de segurança do paciente tem evoluído no Brasil?
Maria Dolabela Magalhães – Depois dos dois adventos que foram o programa e a cobrança da instituição do núcleo de segurança do paciente, vemos que aumentou muito interesse das instituições por este tipo de conhecimento, procurando desenvolver a expertise da segurança do paciente. Isso tende a ser um benefício muito grande para a população de maneira geral, em questão de saúde.

IBSP – Mesmo na saúde pública?
Maria Dolabela Magalhães – A saúde pública no Brasil tem também uma diversidade muito grande por conta das várias regiões do País, que tem um financiamento fragmentado. Além disso, os papeis do sistema de saúde suplementar e do Sistema Único de Saúde ainda não estão bem delimitados.

IBSP – Qual o principal desafio?
Maria Dolabela Magalhães – Qualidade e segurança com o recurso restrito é um desafio enorme. Os sistemas de saúde são insuficientes e isso gera um risco maior para o paciente, para o cuidado.

IBSP – O que fazer para promover mais segurança?
Maria Dolabela Magalhães – Os pilares são principalmente um corpo diretivo envolvido que acredite que cultura de segurança é importante, além de uma política institucional de saúde forte e uma política governamental cobrando análise de evento adverso, cobrando gestão de risco sistêmica.

Outro pilar é a capacitação em segurança do paciente, em ciências de fatores humanos, porque isso trabalha a inteligência do time. Hoje, por conta da fragmentação do cuidado, é preciso um time coeso para cuidar do paciente, afinal um profissional de saúde sozinho não dá conta.

IBSP – Quais os pilares para construção de uma cultura de segurança?
Maria Dolabela Magalhães – Uma alta direção envolvida, uma forte política governamental em relação à implantação de um sistema de segurança, uma forte política institucional de gerenciamento de risco, capacitação em fatores humanos e inteligência de time são os pilares necessários para construção de cultura de segurança. As pessoas precisam saber quando erram e por que erram para poder ter uma consciência do risco e uma consciência situacional para entender que reconhecer um evento adverso é um passo para se proteger dele no futuro.

IBSP – A acreditação hospitalar pode ajudar na construção dessa cultura de segurança?
Maria Dolabela Magalhães – A acreditação hospitalar ultimamente tem investido muito em segurança do paciente e tem cobrado muito isso das instituições. Na acreditação, a qualidade e a segurança não são coisas separadas, pois a segurança permeia todas as dimensões da qualidade.

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