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Identificação correta do paciente é componente de uma cultura de segurança organizacional

Identificação correta do paciente é componente de uma cultura de segurança organizacional
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O envolvimento da alta direção nas questões relacionadas ao que acontece na beira do leito influencia no estabelecimento de uma cultura de segurança

Uma boa equipe assistencial precisa ser treinada periodicamente para se manter atualizada e com a cultura de segurança do paciente intrínseca no seu dia a dia de trabalho. Quando falamos de práticas de segurança, como higienização das mãos e identificação do paciente, manter viva essa cultura é ainda mais fundamental para se evitar a ocorrência de eventos adversos.

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“Treinamentos, orientações durante o trabalho, rondas, passagens de plantão são sempre momentos em que a equipe multidisciplinar pode trabalhar aspectos da qualidade e da segurança do paciente”, diz Sandra Cristine, Gerente de Enfermagem da Rede D’Or do Hospital São Luiz.

Confira, a seguir, a entrevista exclusiva de Sandra ao Portal IBSP.

IBSP: Segurança do Paciente - Identificação correta do paciente é componente de uma cultura de segurança organizacional
Sandra Cristine, Gerente de Enfermagem da Rede D’Or, Hospital São Luiz

IBSP – Quais as boas práticas aplicadas no Hospital São Luiz relacionadas à identificação do paciente?
Sandra Cristine – Além de ser uma meta internacional de segurança do paciente, o processo de identificação é importante para evitar eventos adversos, envolvendo tanto procedimentos invasivos quanto os não invasivos, ou seja, desde os erros de medicação até erros em procedimentos cirúrgicos. Cada instituição escolhe seus indicadores de identificação, como nome completo, data de nascimento, número do registro do paciente. É importante, sobretudo, que se tenha uma identificação visível, como pulseiras e outros artefatos, como identificadores na porta e no prontuário do paciente.

IBSP – Quais os pontos críticos que encontram relacionados à identificação do paciente?
Sandra Cristine – O primeiro ponto crítico é conseguir envolver a equipe multidisciplinar na implementação do uso de dois identificadores. Para isso é preciso fazer um trabalho de conscientização dos profissionais, aprimorando a cultura de segurança do paciente.

Outro fator crítico que merece relevância é explicar ao próprio paciente e seus familiares porque está sendo feito todo este ritual cada vez que o enfermeiro entra no quarto, antes de cada procedimento ou medicamento que será administrado. É importante envolver o paciente no cuidado, chegando num ponto em que ele cobra o procedimento de identificação em vez de esperar o colaborador fazê-lo.

IBSP – Existe algum grupo de paciente mais resistente ao uso da pulseira de identificação?
Sandra Cristine – Sim, na pediatria nos deparamos com mães que não entendem a importância da pulseira. Às vezes, entramos no quarto e vemos que estão cortadas, mesmo sendo um modelo especial para crianças. Então, também precisamos fazer um envolvimento mais enfático para contar com a colaboração dos pais em prol da segurança do paciente infantil. Afinal, uma barreira de segurança quebrada pode vir a causar algum dano à criança.

IBSP – Quais as boas práticas que recomenda os hospitais aderirem?
Sandra Cristine – A boa prática é conscientização, orientação das equipes, treinamento, envolvimento do paciente, dando cada vez mais poder às equipes assistenciais. As próprias rondas nos quartos que explicam a importância da identificação deste paciente internado para sua própria segurança. A conscientização, portanto, é a palavra-chave para promover a cultura da segurança, já que a identificação é um dos pontos de destaque deste cenário relacionado a uma assistência segura.

IBSP – A tripla checagem na identificação do paciente garante maior segurança?
Sandra Cristine – Sim, principalmente na administração medicamentos, pois precisamos saber, à beira-leito, que aquele medicamento é para aquele paciente e naquele horário, sendo administrado pelo determinado colaborador.

IBSP – O que mais gostaria de ressaltar como prática de segurança do paciente que envolve a atuação da enfermagem?
Sandra Cristine – A passagem de plantão e a discussão da equipe multidisciplinar à beira-leito e em momentos específicos, sempre destacando o envolvimento dos vários profissionais de saúde que atuam no hospital.

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