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Maternidade: centro de simulação ajuda profissional a evitar erros na assistência

Maternidade: centro de simulação ajuda profissional a evitar erros na assistência
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Hospital Santa Joana trabalha com treinamento e educação continuada dentro da própria instituição

 

Um dos maiores desafios para melhorar a qualidade da assistência é fazer com que profissionais treinados coloquem todo o conhecimento adquirido em prática na rotina diária. Para melhorar essa questão, o Hospital e Maternidade Santa Joana investiu na criação de um ambiente em que os profissionais pudessem aplicar tudo o que foi treinado sem colocar pacientes em risco.

IBSP: Segurança do Paciente - Maternidade: centro de simulação ajuda profissional a evitar erros na assistência“Hoje, a maior dificuldade que qualquer hospital tem é como transformar o conhecimento em prática. Porque, muitas vezes, o profissional tem receio de errar, é muita informação, e ele só internaliza o conhecimento quando põe em prática”, afirma Mônica Siaulys, anestesiologista e responsável pelo departamento de anestesia do Hospital e Maternidade Santa Joana.

O Centro de Simulação da instituição foi aberto em 2014 e reúne grupos de 10 a 12 funcionários, diariamente, para praticar técnicas e conhecimentos. “A taxa do Santa Joana de mortalidade é de 3 para cada 100 mil nascimentos, o que é uma das melhores taxas mundial. A taxa brasileira é de 67 para cada 100 mil nascimentos. Como conquistamos esse resultado? Além de ter os treinamentos habituais, desde 2014, abrimos o centro de simulação com um programa de treinamento multiprofissional em que os funcionários passam por quatro estações para tratar de situações relacionadas a pré-eclâmpsia, hemorragia e sepse, que são as três principais causas de morte materna”, explica Siaulys.

 

IBSP: Segurança do Paciente - Maternidade: centro de simulação ajuda profissional a evitar erros na assistência“O Centro permite que o profissional coloque o que aprendeu em prática. A gente simula, por exemplo, uma paciente tendo convulsão, e reproduzimos no ambiente virtual exatamente o que vai acontecer na prática”, diz a profissional. Na visão da instituição, a medida protege tanto o paciente quanto os profissionais das consequências de um possível evento adverso. “Atualmente, existe uma conscientização maior sobre a importância da qualidade na assistência. Quando há o erro, quem sofre não é só o paciente, mas também o profissional, e esse é um preço muito alto”, conclui.

 

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