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Novo protocolo obriga a detecção de autismo até 18 meses de vida

Novo protocolo obriga a detecção de autismo até 18 meses de vida
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Passar a ser obrigatória, inclusive na rede pública, a aplicação a todas as crianças, até os 18 meses, de protocolo ou outro instrumento para detecção de risco para o seu desenvolvimento psíquico

Uma em cada 160 crianças têm possui o Transtorno do Espectro Autista (TEA), que começa na infância e tendem a persistir na adolescência e na idade adulta. Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, enquanto algumas pessoas com TEA podem viver de forma independente, outras têm deficiências severas e requerem cuidados e apoio ao longo da vida. Por isso, o diagnóstico precoce é um dos pontos-chaves para o desenvolvimento da criança, o que levou a comunidade da área da saúde a comemorar a sanção da Lei n° 13.438.

Confira a lei sancionada.

A nova legislação torna obrigatória a adoção de protocolos padronizados para a avaliação de riscos ao desenvolvimento psíquico de crianças de até 18 meses de idade no Sistema Único de Saúde (SUS). A norma deverá ser aplicada a partir de outubro deste ano.

Antes da aprovação da legislação, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou um documento com orientações para triagem precoce do autismo. O caderno traz informações básicas sobre o distúrbio e um questionário com 23 questões, com resposta sim ou não, que devem ser respondidas pelos pais ou cuidadores durante a consulta pediátrica. O resultado do questionário somado a exames físicos vai levar o pediatra a orientar os pais a procurarem um tratamento adequado.

“Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais rápido o tratamento poderá ser iniciado e os resultados serão mais expressivos, uma vez que as janelas de oportunidades estão abertas nos primeiros anos de vida e a velocidade de formação de conexões cerebrais e neuroplasticidade estão na fase de maior desenvolvimento no cérebro”, reforça o documento.

Clique aqui para acessar o documento na íntegra.

PERGUNTAS QUE O PEDIATRA DEVE FAZER PARA DETECÇÃO DO AUTISMO

  • O seu filho já pareceu muito sensível ao barulho (ex. tapando os ouvidos)?
  • O seu filho imita você? (ex. você faz expressões/caretas e seu filho imita?)
  • Você alguma vez já se perguntou se seu filho é surdo?
  • Seu filho já brincou de faz-de-conta, como, por exemplo, fazer de conta que está falando no telefone ou que está cuidando da boneca, ou qualquer outra brincadeira de faz-de-conta?
  • Seu filho gosta de brincar de esconder e mostrar o rosto ou de esconde-esconde?

Baixe aqui a escala com as 23 perguntas.

Este documento da SBP facilita a identificação dos sinais do autismo ao analisar características da criança como a falta de reflexos esperados para aquela idade, atraso em adquirir o sorriso social e em demonstrar interesse em objetos sorrindo para eles ou movimentando o corpo, assim como o pouco interesse pela face humana, a preferência por dormir sozinho no berço e a demonstração de irritabilidade quando ninado no colo.

Segundo a OMS, as intervenções para pessoas com TEA precisam ser acompanhadas por ações mais amplas para tornar os ambientes físicos, sociais e de atitudes mais acessíveis, inclusivos e de apoio. “Em todo o mundo, as pessoas com TEA são frequentemente sujeitas a estigma, discriminação e violações de direitos humanos. Globalmente, o acesso a serviços e suporte para pessoas ainda é inadequado”, comenta a OMS.

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