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“Padronização do controle glicêmico permite melhor qualidade de serviço hospitalar”, diz endocrinologista

“Padronização do controle glicêmico permite melhor qualidade de serviço hospitalar”, diz endocrinologista
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O controle glicêmico sistematizado e o ajuste rotineiro de doses de insulina permitem a prevenção de eventos hiper e hipoglicêmicos

A prevenção e o tratamento do diabetes é um grande desafio para o paciente. Para médicos, enfermeiros e profissionais de saúde também não é tarefa fácil fazer o controle glicêmico, principalmente quando o paciente está em ambiente intra-hospitalar.

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Em entrevista exclusiva ao Portal do IBSP, o Dr. Marcos Tadashi Kakitani Toyoshima, co-fundador do aplicativo InsulinAPP e médico especialista em Endocrinologia e Metabologia, que atualmente é médico assistente do ICESP-HCFMUSP e do Check-up do Hospital Israelita Albert Einstein, aborda o controle glicêmico em internações.

IBSP – Qual a importância do controle glicêmico para prevenir eventos adversos por hipoglicemia?
Marcos Tadashi Kakitani Toyoshima – É de suma importância que a equipe hospitalar saiba e entenda que as doses de insulina não são fixas ao longo da internação e ajustes são necessários, de acordo com a melhora ou piora do quadro clínico do paciente. O controle glicêmico sistematizado e o ajuste rotineiro de doses de insulina permitem a prevenção de eventos hipoglicêmicos. Pelo receio dos eventos hipoglicêmicos, é comum que o paciente fique hiperglicêmico ao longo da internação. O aplicativo InsulinAPP tem o propósito de reduzir as dificuldades e erros nos cálculos de doses de insulina pela equipe médica, prevenindo-se tanto episódios de hiper quanto de hipoglicemia.

IBSP – Quais as vantagens de padronizar o controle?
Marcos Tadashi – A padronização do controle glicêmico permite melhor qualidade de serviço hospitalar: menor morbimortalidade, redução do tempo de hospitalização e de custos hospitalares.

IBSP – Você acredita que há falta de capacitação da enfermagem e médicos para lidar com questões de glicemia?
Marcos Tadashi – Infelizmente, não há capacitação de grande parte da enfermagem e dos médicos para lidar com hiper e hipoglicemia hospitalares. Estudos clínicos e consensos médicos repudiam de longa data o tratamento realizado pela maior parte destes profissionais: o esquema de escalonamento de doses de insulina (“sliding scale insulin”), que consiste em uso de insulina de ação rápida, de acordo com a glicemia capilar, para corrigir episódios de hiperglicemia.

IBSP – Como as instituições podem proporcionar um cuidado mais adequado para este perfil de doentes?
Marcos Tadashi – As instituições hospitalares poderiam proporcionar um cuidado mais adequado aos pacientes com hiperglicemia padronizando-se as condutas intra-hospitalares para hiper e hipoglicemia, treinando toda a equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, nutricionistas e farmacêuticos) e fornecendo educação continuada.

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