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Planejamento estratégico e protocolos assistenciais são base para definição dos indicadores

Planejamento estratégico e protocolos assistenciais são base para definição dos indicadores
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Para economia no uso de medicamentos e eficiência das práticas de segurança do paciente, farmacêutico tem papel fundamental no cenário atual da saúde

Não se gerencia aquilo que não se mede, já dizia William Edwards Deming, estatístico, professor universitário, autor, palestrante e consultor estadunidense. E, partindo, deste princípio, na área da saúde não existe outra saída a não ser o gerenciamento por indicadores.

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“A especificidade de cada monitoramento pode trazer a segurança da gestão e da tomada de decisão, seja ela técnica ou assistencial”, diz Angelo Ramos, da área de Farmácias Hospitalares, das Unidades Compartilhadas SPDM.

IBSP – O papel de um farmacêutico em um hospital está intimamente relacionado às práticas de segurança?
Angelo Ramos – Quando falamos a respeito de práticas de segurança em instituições de saúde, logo pensamos nos riscos existentes a administração de medicamentos. Para que um medicamento seja administrado com segurança pela equipe de enfermagem, existem diversas barreiras que podem ser executadas pelo farmacêutico e equipe de enfermagem, iniciando com a atenção a prescrição de medicamentos, com a checagem da via de administração, alergias, limite de doses para diversos perfis de pacientes, interações medicamentosas e demais informações. O farmacêutico atua também nas visitas multidisciplinares, audita as prescrições quanto à reconciliação medicamentosa e pode também fornecer orientações aos pacientes na alta hospitalar, quanto aos cuidados no uso dos medicamentos.

IBSP – A atuação do profissional de farmácia clínica tem crescido significativamente dentro dos hospitais?
Angelo Ramos – Percebemos que, através do desenvolvimento do tema de segurança do paciente, as portas se abriram para atuação do farmacêutico nas unidades de internação. Muito disso pela necessidade de ampliar a segurança na utilização dos medicamentos. Ao longo do tempo, os profissionais médicos e da enfermagem solicitam a presença do farmacêutico nas discussões relacionadas à farmacoterapia. A cada intervenção e alertas realizados pelos farmacêuticos à equipe multidisciplinar, mais se justifica a presença deste profissional na segurança da assistência e na economia no uso de medicamentos.

IBSP – Qual a importância da gestão por indicadores?
Angelo Ramos – Como dizia Deming, não se gerencia aquilo que não se mede. Pensando desta forma, não existe outra saída a não ser o gerenciamento por indicadores, ou gerenciamento com o seu apoio. A especificidade de cada monitoramento pode trazer a segurança da gestão e da tomada de decisão, seja ela técnica ou assistencial.

IBSP – A assistência farmacêutica é muito complexa. Como definir estes indicadores do processo e os assistenciais de farmácia clínica?
Angelo Ramos – Os indicadores devem ser definidos através do conhecimento técnico e da estratégia definida pela instituição. A base para definição dos indicadores é o planejamento estratégico e os protocolos assistenciais utilizados na instituição. Os eventos adversos notificados podem influenciar também do gerenciamento por indicadores. O farmacêutico precisa vincular os indicadores ao cumprimento das legislações pertinentes as tarefas, como por exemplo, a Portaria nº 2.095/2013 (PNSP) e a Resolução nº 585/2013 do Conselho Federal de Farmácia, que regulamenta as atribuições clínicas do farmacêutico.

IBSP – O profissional farmacêutico tem essa capacitação? Como ele deve se preparar para atuar como gestor de uma unidade de negócios?
Angelo Ramos – Durante o período de graduação, o farmacêutico possui poucas oportunidades de aprendizado referente à gestão, muito menos possui acesso a indicadores e estratégias das instituições de saúde. É preciso que o profissional empregue interesse durante as oportunidades de estágio ou até mesmo nas instituições em que exerçam funções operacionais. É indicado ao farmacêutico que está em direção à gestão, após o término da graduação, que se capacite e busque cursos de especialização na área, como por exemplo, os cursos de farmácia hospitalar e administração hospitalar.

IBSP – Na sua experiência na SPDM, o que tem dado certo?
Angelo Ramos – A equipe de gestores e farmacêuticos das Instituições Afiliadas à SPDM participa plenamente na construção dos indicadores, sendo envolvidos na coleta dos dados, na estruturação de gráficos, na análise de desempenho ou simplesmente apoiando os gestores no desencadeamento da tomada de decisão. É importante que os indicadores possam chegar a todos os stakeholders do processo de farmácia, desde a alta direção até o auxiliar de farmácia, desta forma todos estarão participando da estratégia da instituição de saúde.

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