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Segurança do Paciente vai fazer parte das mudanças do Código de Ética Médica

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Em maio, Câmara Técnica Segurança do Paciente do CFM irá realizar fórum para discutir propostas de proteção ao paciente

A Câmara Técnica Segurança do Paciente, do Conselho Federal de Medicina (CFM), vai realizar no dia 31 de maio, em Brasília, um Fórum para debater propostas que melhorem a proteção do paciente. A realização do Fórum foi definida em reunião da Câmara Técnica em 1º de fevereiro, que também deliberou pelo encaminhamento, à Comissão Nacional de Revisão do Código de Ética Médica, de propostas de alteração do Código com o objetivo de melhorar a segurança do paciente.

“Os hospitais, principalmente àqueles que passam por processos de acreditação, têm sido cobrados a reduzir os eventos adversos. Temos de disseminar essa cultura da segurança do paciente para que os hospitais ofereçam uma assistência qualificada e segura”, defende o coordenador da Câmara Técnica, Jorge Curi, conselheiro federal por São Paulo.

“Precisamos avançar muito ainda nas questões referentes à segurança do paciente, mas os pilares de sustentação estão na mudança para um sistema com foco na segurança e não no dano, transparência e novo modelo jurídico legal adaptado à complexidade e aos novos desafios do sistema de saúde”, diz o Dr. José Branco, diretor executivo do IBSP.

Para o coordenador do Departamento de Saúde Suplementar da Confederação Nacional de Saúde, João de Lucena Machado, é preciso que haja uma simplificação na notificação dos eventos adversos. “O Ministério da Saúde determinou que todos os eventos fossem notificados, quando deveriam ser apenas os graves. O problema é que os mais sérios não são registrados corretamente”, argumentou.

O diretor de fiscalização do CFM, Emmanuel Fortes, também integrante da Câmara Técnica de Segurança do Paciente, apresentou um roteiro de perguntas que serão aplicadas pelo CFM em hospitais. Ele defendeu que deve ser garantida a segurança do paciente. “Devemos averiguar não se alguém caiu, mas se algum pré-requisito deixou de ser aplicado e, por isso, o paciente sofreu algum dano”, defendeu.

O conselheiro federal pelo Espírito Santo, Celso Muradd, argumentou sobre a necessidade de se colocar as experiências dos hospitais mais e menos desenvolvidos no controle dos eventos adversos. Sobre a segurança, o superintendente do hospital Mário Covas, Desiré Callegari, informou que o seu hospital, no ABC paulista, está desenvolvendo um trabalho com um grupo de referência para segurança do paciente e que a Câmara de Segurança do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) está iniciando seus trabalhos.

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