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Sistemas de apoio à decisão clínica precisam suportar a atuação do farmacêutico

Sistemas de apoio à decisão clínica precisam suportar a atuação do farmacêutico
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Em entrevista exclusiva, Romulo Carvalho, farmacêutico corporativo da Rede D’Or São Luiz, pontua também a importância do profissional aliar competência em gestão e atuação clínica

A consolidação da atuação do farmacêutico no mercado hospitalar é um dos principais desafios da profissão. “Se, por um lado, há um grande arcabouço regulatório e dos órgãos de acreditação, por outro temos aspectos mais pragmáticos, como a formação profissional, as reais atribuições do farmacêutico e os ganhos tangíveis dessa atividade para os pacientes. Nem sempre essas questões “conversam bem, e destaco principalmente os aspectos de qualificação profissional”, diz Romulo Carvalho, o farmacêutico corporativo da Rede D’Or São Luiz.

Confira a seguir a entrevista exclusiva ao Portal IBSP com da Rede D’Or São Luiz.

IBSP – Quem quer se destacar na área de farmácia atualmente deve focar em gestão e na atuação clínica?
Romulo Carvalho – Em minha opinião, estamos vivendo um momento de consolidação do mercado e da atuação profissional, com alguns grandes riscos. Talvez o principal risco seja uma atividade clínica muito bem executada – por alguns poucos farmacêuticos bem especializados – mas com um processo de gestão da farmácia hospitalar extremamente frágil.

A meu ver, atualmente, o profissional que deseja se destacar no mercado deve ter competências de gestão e de clínica muito bem desenvolvidas. Esse profissional precisa ser capacitado e ter uma visão muito mais ampla, no entanto entendo a grande dificuldade que isso representa.

IBSP – Cada vez mais, hospitais públicos e privados demandam profissionais que aliam questões clínicas às administrativas. Qual a importância do farmacêutico neste contexto?
Romulo Carvalho – Ou o farmacêutico assume definitivamente o papel de gestão e assistencial, ou pode perder a importância que ganhou nos últimos anos.

IBSP – Qual a relevância em termos de segurança do paciente da padronização e implantação do modelo de Farmácia Hospitalar em hospitais?
Romulo Carvalho – Todos os profissionais envolvidos na assistência hospitalar precisam compreender, definitivamente, que o ato de medicar os pacientes é o processo assistencial mais volumoso em qualquer instituição hospitalar no mundo. Não me refiro apenas ao processo da enfermagem de administrar um medicamento ao paciente, isso é só o fim de um ato que se inicia no momento em que o médico realiza uma prescrição e passa pelo processo de dispensação na farmácia hospitalar.

Ou todo esse processo é entendido com uma grande cadeia de processo que precisa prestar assistência ao paciente, ou continuaremos convivendo com eventos adversos banais, causados normalmente pela fragmentação da assistência no processo assistencial mais volumoso nas instituições hospitalares, como dito anteriormente.

IBSP – Como os Sistemas de Apoio à Decisão Clínica contribuem para o trabalho do farmacêutico hospitalar?
Romulo Carvalho – Como a base da atuação técnica do farmacêutico se dá pela informação sobre os medicamentos e as características do seu uso, é de extrema importância que sistemas de apoio à decisão, ativos e passivos, suportem a atuação do profissional farmacêutico.

IBSP – Na sua experiência na Rede D’OR, o que tem dado certo (práticas, diretrizes, protocolos)?
Rômulo Carvalho – Acredito que o maior impacto tem se dado no que chamamos de modelo operacional. É um padrão operacional básico para funcionamento das farmácias hospitalares do grupo. Garantimos um “alicerce” e os farmacêuticos de cada unidade podem implementar protocolos e rotinas que mais se adequem às necessidades de cada unidade.

 

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