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IBSP inicia consultoria para acreditação ONA de serviços de reprodução humana

IBSP inicia consultoria para acreditação ONA de serviços de reprodução humana
Reprodução
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Inclusão do segmento entre os serviços elegíveis é uma das novidades do Manual OPSS 2026–2029, que amplia o olhar sobre jornada do paciente, qualidade e segurança

As clínicas de reprodução humana ganharam, em 2026, uma nova possibilidade para demonstrar a qualidade e a segurança de seus processos. Com a entrada em vigor do novo Manual para Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde (OPSS) da Organização Nacional de Acreditação (ONA), esses serviços passaram a integrar o escopo de organizações que podem buscar a acreditação pela metodologia.

O IBSP já atua na preparação de clínicas de reprodução humana interessadas em conquistar a acreditação. O trabalho de consultoria envolve a análise dos processos da organização de acordo com os requisitos do ciclo 2026–2029, a identificação de oportunidades de melhoria e o apoio à estruturação das práticas necessárias para a avaliação.

Em vigor desde janeiro, o novo manual orientará o ciclo de acreditação até 2029. Além de incorporar novos tipos de serviços de saúde, a atualização promove mudanças na maneira de analisar a organização, valorizando uma compreensão mais integrada dos processos e de como eles repercutem sobre a assistência prestada ao paciente. Na prática, isso significa olhar menos para cada área como uma unidade independente e compreender melhor as conexões existentes entre diferentes etapas do cuidado.

Reprodução humana passa a integrar o escopo

A possibilidade de acreditação das clínicas de reprodução humana é especialmente relevante pelas características da assistência prestada nesse segmento. Um tratamento pode reunir consultas médicas, investigação diagnóstica, administração e acompanhamento de medicamentos hormonais, estimulação ovariana, procedimentos clínicos, atividades laboratoriais de alta complexidade, criopreservação, manipulação e transporte de gametas e embriões e, em determinados casos, programas envolvendo material biológico doado.

Cada uma dessas etapas apresenta processos e riscos próprios, mas elas também dependem umas das outras. Por isso, a segurança não pode ser analisada apenas individualmente, sendo necessário compreender como informações, materiais, decisões e responsabilidades percorrem todo o tratamento.

Para Adriana Torres, consultora do IBSP que está à frente do trabalho realizado pelo Instituto junto à Clínica Genics, a entrada desse segmento no escopo da acreditação representa um reconhecimento da complexidade envolvida nessa assistência. “É um marco na metodologia porque reconhece oficialmente que o tratamento da infertilidade exige um sistema integrado, em que segurança, qualidade e experiência do paciente precisam caminhar juntas, desde o primeiro contato até o desfecho do tratamento”, afirma.

A preparação para a acreditação precisa considerar justamente essas particularidades. A análise pode alcançar desde acolhimento, anamnese, investigação e planejamento terapêutico até protocolos clínicos, gerenciamento de medicamentos e atividades relacionadas a gametas e embriões.

O paciente passa a conectar os processos

Uma das mudanças relevantes da versão 2026–2029 está na maneira de acompanhar a trajetória do paciente dentro da organização. A lógica é observar a assistência a partir do percurso realizado por quem recebe o cuidado. Com isso, possíveis fragilidades existentes justamente na passagem entre uma etapa e outra podem se tornar mais visíveis.

No caso da reprodução humana, esse percurso pode começar antes mesmo da primeira consulta. A percepção de uma dificuldade para engravidar, a procura por informações, a escolha de um serviço e o agendamento fazem parte de uma experiência que posteriormente seguirá pelo acolhimento, investigação diagnóstica, definição da estratégia terapêutica, realização dos procedimentos e acompanhamento dos resultados.

Essa perspectiva adquire uma dimensão adicional na reprodução assistida. Além da complexidade clínica e laboratorial, pacientes podem vivenciar uma trajetória prolongada e acompanhada de importante carga emocional. Por isso, aspectos como clareza das informações, comunicação, acolhimento, continuidade assistencial e coordenação entre diferentes profissionais passam a ser observados em conjunto com os processos técnicos.

A avaliação também pode incorporar a percepção dos pacientes como evidência para determinados requisitos. Dessa maneira, a experiência relatada por quem utiliza o serviço contribui para revelar pontos que uma análise restrita a protocolos, registros ou setores poderia não identificar.

Da metodologia para a prática

A entrada da reprodução humana no escopo da ONA já começa a produzir movimentos concretos no setor. Serviços que decidiram buscar a acreditação enfrentam agora o desafio de aplicar os requisitos da metodologia a uma assistência que combina processos clínicos, laboratoriais, administrativos e de gestão e que exige alto grau de integração entre eles.

A Clínica Genics é uma das organizações que já iniciou esse percurso com a consultoria do IBSP. Para além da preparação para uma avaliação, o processo tem levado a instituição a revisar fluxos, discutir riscos e envolver profissionais na construção e no aprimoramento de suas práticas.

Em outra matéria, Philip Wolf, fundador, diretor e responsável técnico da Clínica Genics, conta por que a instituição decidiu buscar a acreditação ONA, o que esse processo pode representar para pacientes, profissionais e para a própria organização e como a consultoria do IBSP tem contribuído para essa trajetória. Clique AQUI para ler. 

IBSP Conecta tem curso específico sobre o ciclo 2026–2029

As mudanças no manual também exigem atualização dos profissionais que já trabalham com qualidade, segurança, gestão e acreditação. Para apoiar esse processo, o IBSP Conecta oferece o curso Metodologia ONA: Atualização 2026–2029, desenvolvido especificamente a partir do novo ciclo.

A formação percorre os fundamentos e a organização da metodologia, apresenta a dinâmica utilizada nas avaliações e discute as alterações incorporadas à versão atual. A proposta é aproximar os conceitos da rotina dos serviços, relacionando-os a situações encontradas em segurança do paciente, qualidade, liderança, governança, processos organizacionais e melhoria contínua.

O conteúdo utiliza exemplos para mostrar como os requisitos podem ser interpretados no cotidiano, atendendo tanto profissionais envolvidos na preparação de uma organização para a acreditação quanto aqueles responsáveis por sustentar os resultados e promover avanços depois da avaliação.

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