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Como melhorar a qualidade da assistência em procedimentos oftalmológicos invasivos

Como melhorar a qualidade da assistência em procedimentos oftalmológicos invasivos
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Oftalmologia, controle de infecção, segurança do paciente: Caderno 9 – Medidas de Prevenção de Endoftalmites e de Síndrome Tóxica do Segmento Anterior Relacionadas a Procedimentos Oftalmológicos Invasivos, publicado em 2017 pela Anvisa, pode ser baixado gratuitamente

É com grande satisfação que apresentamos aos profissionais e gestores que atuam na área de oftalmologia, controle de infecção, segurança do paciente e a todos os interessados no tema, a publicação intitulada Medidas de Prevenção de Endoftalmites e Síndrome Tóxica do Segmento Anterior Relacionadas a Procedimentos Oftalmológicos Invasivos.

A endoftalmite consiste em um processo inflamatório decorrente da introdução de microrganismos (mais frequentemente bactérias) na região intraocular e quando esta inoculação ocorre durante um procedimento oftalmológico invasivo é classificada como uma Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS). As IRAS são os eventos adversos mais frequentes dentro de um serviço de saúde. São um grave problema de saúde pública, levando a sérias consequências para a saúde individual e coletiva, uma vez que resulta em elevada morbidade e mortalidade, aumento do tempo de hospitalização e do custo do tratamento.

Apesar da endoftalmite raramente resultar em morte, as consequências para a qualidade de vida do paciente afetado, em geral, são catastróficas, uma vez que o seu prognóstico, na maioria das vezes, é ruim, resultando em perda ou redução da acuidade visual e, em alguns casos mais traumáticos, na perda do olho.

A Síndrome Tóxica do Segmento Anterior (TASS) é uma reação inflamatória, porém causada por substâncias não infecciosas. É uma complicação da cirurgia intraocular, sendo muitas vezes confundida com a endoftalmite e que também resulta em aumento da morbidade, tempo de hospitalização do paciente e do custo do tratamento.

Estes fatores, somados ao grande número de procedimentos oftalmológicos realizados no país, à ocorrência de surtos relacionados a estes procedimentos, à lacuna de informações sobre o tema e a grande demanda de informações solicitadas à Anvisa pelos profissionais de saúde, nos impulsionaram a formar um grupo de trabalho, constituído por profissionais especialistas no tema, a fim de elaborar um documento com orientações embasadas em evidências científicas e nas melhores práticas.

Portanto, a principal finalidade desta publicação da Anvisa é contribuir para melhoria da qualidade da assistência aos pacientes submetidos a procedimentos oftalmológicos invasivos, com consequente redução da incidência da endoftalmite e da TASS e aumento da segurança do paciente. Dessa forma, espera-se que esta publicação seja um importante aliado na prevenção destes eventos adversos, numa época em que a Organização Mundial da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) envidam grandes esforços na campanha “Cirurgias seguras salvam vidas” com o objetivo de evitar a ocorrência de eventos adversos associados à procedimentos cirúrgicos.

 

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