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Conheça os princípios da profilaxia antibiótica em caso de cirurgias

Conheça os princípios da profilaxia antibiótica em caso de cirurgias
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Profilaxia Antibiótica em Cirurgias

Toda cirurgia tem uma série de riscos e possibilidades de ocorrer eventos adversos. A conduta médica trabalha focada para garantir a segurança do paciente e, entre os cuidados, há o de reduzir do risco de infecção em ambiente cirúrgico.

A profilaxia antibiótica é uma das medidas utilizadas para reduzir o risco de infecção de sítio cirúrgico, sendo indicada para cirurgias potencialmente contaminadas (realizadas em mucosas, tratos respiratório, digestivo, genital e urinário) e cirurgias limpas (eletivas, passíveis de antissepsia e sem invasão da mucosa ou sítio colonizado), que caso infectem trarão uma elevada morbidade para o paciente.

“A profilaxia antibiótica é sim vista como um fator de proteção, mas não o único. Certamente, hoje, a maior dificuldade em relação à profilaxia cirúrgica é a suspensão no momento certo. De qualquer forma, o serviço de controle de infecção hospitalar monitora a adesão à profilaxia cirúrgica e também as taxas de infecção de sítio cirúrgico. Para cada infecção diagnosticada, levantamos as possíveis falhas nas boas práticas de prevenção e adotamos medidas corretivas imediatamente”, diz a porta-voz Patricia Martino Longo, coordenadora de Controle de Infecção Hospitalar, do Hospital e Maternidade Brasil (da Rede D’Or São Luiz).

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A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) assegura a posição da médica da Rede D’Or São Luiz. “A ação é limitada, razão pela qual não substitui as demais medidas de prevenção. Adicionalmente, a profilaxia cirúrgica está diretamente ligada ao desenvolvimento de microbiota resistente, razão pela qual seu uso deve ser racional e justificado tecnicamente”.

A seguir, conheça os seis princípios da profilaxia antibiótica em caso de cirurgias.

  1. Utilize um antibiótico com espectro de ação específico à flora microbiana do sítio operatório, que tenha seu uso restrito à profilaxia, não sendo usualmente indicado para tratamento;
  2. A administração deverá ser endovenosa;
  3. O momento de administração deverá ser dentro de 60 minutos antes do início da cirurgia, ou seja, antes da incisão cirúrgica – usualmente no momento da indução anestésica;
  4. A dose do antibiótico deverá ser calculada de acordo com o peso do paciente;
  5. O antibiótico deverá ser repetido no intra-operatório considerando a sua meia vida e a duração do procedimento;
  6. A manutenção do antibiótico profilático não deverá ser superior a 24-48h após o término do procedimento (indicação restrita a procedimentos com colocação de próteses), geralmente sendo suspenso ao final da cirurgia.

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