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Em uma Walk-in Clinic é só chegar e ser atendido. Será que a moda pega?

Em uma Walk-in Clinic é só chegar e ser atendido. Será que a moda pega?
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Walk-in Clinic: um novo modelo

Consultas e exames médicos feitos na hora, sem necessidade de agendamento e burocracias parece sonho, coisa possível só em países de primeiro mundo. No entanto, o modelo de Walk-in Clinic, que é sucesso nos Estados Unidos, chegou ao Brasil de forma tímida, sem grandes alardes. Mas é promissor.

O conceito do Walk-in Clinic está baseado na ideia de haver clínicas instaladas em locais estratégicos, com grande concentração de pessoas, como shoppings, por exemplo, e que oferecem serviços de menor complexidade. Além da vantagem de custo para o paciente, a perspectiva global no sistema médico também é animadora, já que é possível vislumbrar uma diminuição no impacto que casos como esses provocam no fluxo dos hospitais.

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Ou seja, se o sistema cair no gosto do brasileiro, a tendência é de que grandes centros de saúde possam se dedicar a casos mais complexos e, eventualmente, diminuir os custos dos mesmos.

Confira a entrevista exclusiva com André Paranzini Faria, diretor do MinutoMED, uma das pioneiras nesse tipo de serviço no País.

IBSP – Quais são as principais diretrizes do conceito de Retail Clinic/ Walk-in Clinic?

André Paranzini Faria – A diretriz básica das walk-in clinics é de atender ao paciente sem necessidade de agendamento e praticamente sem burocracia. É só chegar e ser atendido. É também muito importante que o atendimento tenha altos níveis de resolutividade e um amplo leque de serviços.

IBSP – Como esse modelo se tornou sucesso nos Estados Unidos? Quais os motivos do crescimento?

André – O modelo tornou-se um sucesso por preencher uma lacuna na prestação de serviços de saúde. Embora os ambientes e sistemas de saúde do Brasil e dos EUA sejam diferentes, as necessidades por este tipo de serviço parecem semelhantes. No modelo americano, existem alguns componentes ainda proibidos no Brasil, como associação com farmácias.

IBSP – Esses modelos chegaram há quanto tempo no Brasil? Como está o crescimento por aqui?

André – A MinutoMED é pioneira neste tipo de modelo no País: abrimos nossa primeira clínica no final de 2014. O crescimento do mercado em termos nominais ainda não é expressivo, devido ao pequeno número de prestadores. Parte do nosso trabalho como pioneiros é expandir o mercado.

IBSP – Quais as principais vantagens dos modelos para pacientes?

André – Praticidade e conveniência. Estamos onde o paciente está e resolvemos com agilidade a imensa maioria das queixas de baixa e média complexidade. O custo com as consultas e procedimentos também é inferior ao de um hospital, por exemplo.

IBSP – Quais as principais vantagens para profissionais da área médica?

André – Médicos e enfermeiros que apreciam diagnosticar e tratar uma ampla variedade de queixas de baixa e média complexidade têm mais uma opção para exercer a profissão com qualidade e remuneração justa.

IBSP – Grandes centros de saúde (públicos e privados) terão vantagens ou desvantagens com o crescimento desse modelo?

André – A maior parte dos grandes hospitais vem sofrendo com a falta de leitos e estrutura para atender a toda sua demanda. Isto obriga estes serviços a fugir de sua vocação (atender casos complexos) para tentar dar atenção aos casos simples, incorrendo em custos e criando a necessidade de “triar” estes pacientes, encaminhando-os a outros serviços ou fazendo-os esperar por longos períodos. Existindo instituições especializadas no atendimento dos casos simples, os grandes hospitais poderão otimizar sua operação para atender cada vez melhor (e com custos inferiores) os casos complexos.

IBSP – Existem dificuldades na implementação deste modelo no Brasil? Quais as principais?

André – A maior dificuldade na introdução e um novo conceito é o tempo que as pessoas levam para conhecê-lo e entender em que casos ele pode ser utilizado com vantagens. Aos poucos, mais e mais pacientes têm passado na clínica, aprovado nossos serviços e indicado a outros pacientes. Esta é a nossa forma de nos tornarmos conhecidos e desbravarmos este mercado que trará benefícios ao sistema de saúde nacional.

 

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