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Cirurgia Segura: participação do paciente na marcação da lateralidade é prática de segurança

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Saiba quais as medidas adotadas no ICESP relacionadas ao protocolo de cirurgia segura

O protocolo de cirurgia segura do inicia no ato da indicação cirúrgica pelo médico cirurgião, que deve utilizar o sistema de prontuário eletrônico para o agendamento do procedimento. “Esta etapa já sinaliza a necessidade de reserva de materiais e equipamentos, reserva de sangue e de leito de UTI. A partir daí, o paciente tem uma consulta agendada com um clínico geral para avaliação dos riscos e com um anestesista para avaliação pré-anestésica”, diz Ana Luiza Demarchi Geloneze, gerente Qualidade e Segurança do Paciente – Diretoria Executiva do ICESP- Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.

Antes da cirurgia, o paciente é internado no ICESP já com todos os exames prévios realizados e com todos os termos de consentimento devidamente esclarecidos e assinados. “A marcação da lateralidade ou seguimento é feita pelo cirurgião, no quarto do paciente e com o mesmo participando deste processo sempre que possível, antes de encaminhá-lo ao centro cirúrgico”, pontua Ana Luiza.

Já no centro cirúrgico, há uma sala de admissão onde todas as etapas anteriores são novamente conferidas e confirmadas e, se necessário, corrigidas antes de encaminhar o paciente à sala operatória. Com o paciente ainda acordado em sala, o sign in é realizado, conferindo todos os processos anteriores ao ato cirúrgico (materiais disponíveis, exames, reservas, profissionais presentes, antibioticoprofilaxia, etc.). “Imediatamente antes da incisão, cirúrgica realiza-se o Time Out, com a última conferência identificando se o procedimento correto será realizado no paciente correto, no local correto. E antes de término da cirurgia, realiza-se o Sign Out, com a conferência de diversos itens, dentre eles a contagem do número de instrumentais e compressas”, conta Ana Luiza.

Todas as etapas do processo cirúrgico são registradas em template específico do prontuário eletrônico, incluindo a descrição cirúrgica, a anestésica, a recuperação pós-anestésica e as recomendações dos cuidados para as 24h seguintes. Os procedimentos invasivos realizados fora do centro cirúrgico, tais como endoscopias e extrações dentárias, dentre outros, também seguem o mesmo conceito.

“Com todas estas estratégias, fortalecemos a segurança em torno do processo cirúrgico e criamos um ambiente onde todos os profissionais são responsáveis e trabalham de forma integrada. Assim, monitoramos a adesão em todas as etapas através de indicadores específicos”, finaliza Ana Luiza.

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