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Com fortalecimento das metas de segurança e educação permanente, NSP contribui com a qualidade da assistência diante de pandemias

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Qual o papel do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) quando há uma pandemia como a de covid-19? Um estudo brasileiro, publicado na Revista Oficial do Conselho Federal de Enfermagem, traz um relato de experiência que mostra a importância do núcleo e os bons resultados das ações por ele implementadas.

Primeiramente, é importante destacar que o estudo foi conduzido em um hospital oncológico instalado no Maranhão. Ou seja, não se tratava de uma instituição de saúde prioritária para atendimento a pacientes infectados pelo novo coronavírus, porém havia uma preocupação ainda maior já que, naquele espaço, estavam presentes pacientes imunodeprimidos, portanto, mais vulneráveis. Além disso, temos que ter em mente que se trata de estudo unicêntrico, e dada a particularidade da instituição, há limitações a serem consideradas, ainda que possamos desenvolver ideias e hipóteses com base no que será apresentado.

Outro fator relevante é que a experiência foi coletada entre março e abril de 2020, o que representa os primeiros meses da pandemia de covid-19 no Brasil, quando o vírus começava a se alastrar pelo país e os especialistas tinham pouca ou nenhuma informação aprofundada sobre a doença.

Consideradas essas observações, o principal objetivo do NSP, na ocasião, era garantir e fortalecer as ações de segurança do paciente, a integridade dos acompanhantes, visitantes e trabalhadores, além de seguir prevenindo infecções para a manutenção adequada dos atendimentos.

É natural que o NSP promova todas as metas internacionais de segurança do paciente, porém, diante da covid-19, a instituição optou por priorizar a meta relativa à higienização das mãos já que, quando bem aplicada e com adesão forte por parte dos profissionais, promove a segurança da assistência ao romper o elo de transmissão de patógenos, entre eles o coronavírus.

Portanto, uma das principais atitudes do núcleo foi reforçar a conscientização e o treinamento de todos para manterem as mãos constantemente limpas. Para isso, foram disponibilizados acessos à lavagem com água e sabão e, também, distribuídos frascos de álcool em gel nas recepções, corredores, consultórios, refeitórios e áreas comuns.

Além disso, a instituição preparou leitos para isolamento com um fluxo diferenciado e uma área exclusiva para atendimento à pacientes com sintomas respiratórios, atitude replicada em muitos hospitais nacionais, e suspendeu as visitas sociais como recomendado pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).

Como resultados das ações implementadas, o hospital aponta melhora considerável na adesão aos protocolos de segurança, em especial à meta de higienização das mãos. Em paralelo, houve redução significativa das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) e controle quantitativo dos pacientes com suspeita ou confirmação de covid-19. A interpretação dada no estudo é que, pela potencial associação, a melhora na adesão à higiene das mãos influenciou esta melhoria nos índices de eventos adversos infecciosos. Apesar de não se tratar de ensaio clínico, é interpretação plausível para essa situação.

Por fim, como legado e aprendizado, o estudo sugere a necessidade de um trabalho de educação permanente, com ênfase na segurança do paciente e no preparo dos profissionais frente às metas de segurança. Isso significa um sistema de treinamento contínuo, que reforce rotineiramente quais são as metas e quais os melhores caminhos para atingi-las. A importância desse tipo de dinâmica de reforço é devido à própria natureza humana de eventualmente abandonar ações rotineiras no trabalho executado.

Referências:

 (1) Atuação do Núcleo de Segurança do Paciente no enfrentamento da COVID-19 em uma unidade hospitalar

 

 

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