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Como auxiliar o paciente idoso a prevenir quedas?

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Os números não mentem e ligam um alerta vermelho: entre adultos mais velhos, as quedas são as causas mais comuns de lesões. De acordo com a literatura, 25% das pessoas com mais de 65 anos sofrerão, em algum momento, uma queda que pode causar ferimentos graves como ossos quebrados, traumas cranianos e até mesmo a morte (1).

Como trabalhar para prevenir esses episódios? Primeiramente é preciso identificar os fatores de risco:

  • Idade avançada
  • Queda prévia
  • Medicamentos comuns para hipertensão, alergias, distúrbios do sono, ansiedade e depressão
  • Usar mais de 5 medicamentos
  • Deficiências auditivas ou visuais
  • Uso de álcool
  • Sapatos inadequados, com saltos ou solas escorregadias
  • Fraqueza muscular
  • Deficiência de equilíbrio
  • Ambiente bagunçado ou desconhecido

Na sequência, é preciso lembrar que empoderar o paciente é uma estratégia importante. A comunicação transparente e direta com os idosos – e seus acompanhantes e familiares – auxilia na busca pela prevenção. Pensando nisso, um artigo de outubro publicado no JAMA Internal Medicine (1) traz algumas recomendações que podem ser adotadas pelas equipes de saúde na hora de informar e educar seus pacientes geriátricos quanto às melhores maneiras de prevenir as quedas.

Exercícios – Incentivar a prática de exercícios é excelente pois a movimentação do corpo auxilia no aumento da força e do equilíbrio. Além disso, o acompanhamento de um fisioterapeuta pode ser bastante útil para a garantir a excelência da prática. Uma boa dica é sugerir atividades em grupo que além de contribuir com a atividade física, auxiliam na socialização.

Busca por assistência – Os pacientes precisam ser alertados a sempre buscar atendimento médico após uma queda, mesmo que não haja ferimentos expostos. Nessa consulta, deve informar ao médico todos os medicamentos que utiliza, para que seja possível validar essas prescrições. Se o paciente já utiliza uma bengala ou um andador, é importante verificar se o tamanho está adequado e se ele sabe fazer o uso correto do equipamento.

Mudanças na rotina e na casa – Como comentado, um ambiente desordenado ou inapropriado é fator de risco. Converse sempre com o paciente sobre a promoção de algumas mudanças que podem tornar a residência um lugar mais seguro. Entre as mudanças sugeridas estão a remoção de tapetes soltos ou bagunças que dificultam a locomoção; a verificação da luminosidade, que deve ser suficiente para uma boa visão de todo o espaço; a instalação de barras de apoio em banheiros, corredores e grades resistentes nas escadas; e a escolha por sapatos com sola antiderrapante e que fiquem sempre muito bem presos aos pés.

Além dos três pontos listados acima, é sempre importante checar se o paciente está em dia com seus exames e tratamentos para osteoporose. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, responsável pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Osteoporose (2), mulheres acima de 65 anos e homens acima de 70 anos, independentemente da presença de fatores de risco, devem realizar os exames para diagnóstico da osteoporose.

Já a U.S. Preventive Services Task Force (3) recomenda, quanto ao rastreamento para osteoporose, que ele seja feito para mulheres com 65 anos ou mais, em mulheres na pós-menopausa com menos de 65 anos que apresentem risco aumentado de osteoporose conforme alguma ferramenta de avaliação de risco clínico, mas não recomenda o rastreamento em homens, dado que as evidências atuais são insuficientes para avaliar o equilíbrio entre benefícios e malefícios quanto à prevenção de fraturas osteoporóticas neste grupo.

Referências:

(1) I Am Worried About Falling: What Do I Need to Know?

(2) Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Osteoporose

(3) USPSTF recommendation on screening for osteoporosis.

 

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