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Como estão estruturados os NSP brasileiros?

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Lembrando que com a RDC nº36/2013 todas as instituições de saúde, sejam públicas ou privadas, devem instituir um Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) a fim de melhorar os processos assistenciais, disseminar a cultura de segurança, articular e integrar processos de gestão de risco e garantir as boas práticas de funcionamento do serviço, analisar como essas instituições têm se organizado estruturalmente é relevante para a melhoria da funcionalidade desses núcleos.

Conduzido pela Escola Paulista de Enfermagem, um estudo exploratório (1) aplicou um questionário a 12 coordenadores (profissionais graduados em farmácia, medicina ou enfermagem) dos NSP de hospitais da Rede Sentinela do município de São Paulo (públicos e privados) e chegou a algumas conclusões relevantes.

Antes de analisar os resultados, é importante entender como o formulário foi elaborado. Foram, ao todo, seis tópicos de perguntas: recursos humanos e materiais, implantação do NSP, principais atividades do NSP, diretrizes e ações de prevenção de evento sentinela, estratégias e ações para gestão de risco, e capacitação dos profissionais.

O objetivo era entender como cada instituição estava lidando com as questões de segurança inerentes às atividades do núcleo.

Vejamos, abaixo, as principais descobertas feitas com base nas análises dos 12 NSP:

  • Todos afirmaram que o NSP tem vínculo com a alta direção do hospital
  • Em 3 unidades, os coordenadores desempenhavam atividades exclusivamente ao NSP, porém os outros profissionais acumulavam funções
  • Em 8 instituições, os profissionais do NSP disseram ter autonomia para implementar o Programa de Segurança do Paciente
  • Em todos os hospitais analisados, a equipe multidisciplinar participante do NSP possuía experiência e capacitação em segurança do paciente
  • Em 4 instituições o NSP tinha uma área física própria
  • Apenas 3 NSP dispunham de pessoas dedicadas ao setor
  • Em 9 instituições o NSP estava totalmente implantado
  • De todos os respondentes, 9 afirmaram que a alta direção participa e apoia as estratégias de cultura de segurança
  • Apenas 5 NSP afirmaram que o ato de notificar os eventos adversos ao SNVS estava totalmente implantado
  • Todos os serviços pesquisados afirmaram que o incentivo à higiene das mãos estava totalmente implantado
  • O item “princípios básicos em segurança do paciente” foi apontado como realizado parcialmente em 3 NSP, enquanto outros 4 afirmaram planejar a realização

Depois de colher todos os dados acima (e outros tantos outros descritos nas tabelas da publicação), o estudo reforça que, na metade das vezes, o Núcleo de Segurança do Paciente é coordenado por um enfermeiro e que essa é a categoria profissional que costuma estar mais atuante nesse setor. Porém, um ponto é relevante e precisa ser analisado: os profissionais muitas vezes acumulam atividades, o que pode prejudicar o desempenho.

Além disso, aponta que as principais atividades do núcleo estão implantadas geralmente com integração multiprofissional e desenvolvimento de programas de capacitação. Porém, mesmo assim, é necessário investir no desenvolvimento de uma cultura não punitiva que incentive a notificação dos eventos adversos e o compartilhamento de experiências, sejam positivas, sejam negativas.

Referências:

(1) Análise da estrutura organizacional do Núcleo de Segurança do Paciente dos hospitais da Rede Sentinela

 

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