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“Enfermagem assume o protagonismo em várias frentes, da assistência à pesquisa”, diz diretora assistencial do Sírio-Libanês

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A enfermagem tem evoluído e não se limita apenas a técnicas e procedimentos. Atualmente, com seu avanço técnico científico, o enfermeiro assume papel de liderança, gerenciando sua equipe em várias dimensões

“O enfermeiro cada vez mais assume o protagonismo em cargos de liderança nas instituições de saúde em várias frentes, tanto na assistência quanto no ensino e na pesquisa, sempre com foco na qualidade e segurança dos processos assistenciais”, diz Wania Regina Mollo Baia, diretora assistencial do Hospital Sírio-Libanês.

Sucesso da liderança é ser exemplo para a equipe multiprofissional

Como construir uma cultura de segurança do paciente em hospitais brasileiros

Promover habilidades de liderança é o que promove ambiente de trabalho saudável

Esse destaque da enfermagem na liderança se deve ao crescimento e desenvolvimento do profissional na carreira em várias frentes, já que as habilidades e o conhecimento adquiridos na formação do enfermeiro o impulsiona. “Outro ponto importante é a capacidade da enfermagem de gerenciar projetos assistenciais institucionais. Essas frentes trazem um grande ganho tanto para o profissional quanto para as instituições”, acredita Wania.

Confira, a seguir, a entrevista exclusiva de Wania Regina Mollo Baia ao Portal IBSP.

IBSP – Esse novo papel da enfermagem é relativamente novo e tem se tornado mais presente desde 2013, quando se instituiu a obrigatoriedade de todo hospital ter um núcleo voltado gestão de segurança do paciente. É um campo de trabalho que exige muita responsabilidade e visão crítica dos processos que acontecem no ambiente de trabalho?
Wania Regina Mollo Baia – A área de Qualidade e Segurança das instituições é essencial para a promoção da assistência segura. A implementação de um núcleo de gestão de segurança tem como objetivo a promoção de métodos de trabalho para que a equipe multiprofissional possa desenvolver projetos e planos de melhorias em várias frentes, aprimorando cada vez mais a assistência beira-leito. Neste contexto, o enfermeiro é o profissional central deste processo. Outro fator de extrema importância, e de reflexão para os gestores, é a questão da cultura justa. Cada vez mais precisamos engajar nossos colaboradores no compromisso com a notificação de potenciais eventos ou de eventos adversos, pois acreditamos que, conhecendo os principais problemas que norteiam a instituição, possamos envolvê-los nas discussões de melhorias.

IBSP – Esse papel de liderança se deve ao fato do grande contato dos enfermeiros com os pacientes?
Wania Baia – Os enfermeiros estão presentes nas diversas fases do tratamento dos pacientes nas 24h do dia. Neste contexto, este profissional possui expertise para liderar processos assistenciais juntamente de toda equipe multiprofissional. Conhece o paciente, os cuidadores e faz interface direta com equipe médica.

IBSP – Uma das metas de segurança do paciente está centrada na comunicação efetiva, ponto em que a enfermagem atua com facilidade e desenvoltura. Como os níveis táticos e operacionais podem melhorar o cuidado por meio da comunicação eficaz?
Wania Baia – A questão da comunicação efetiva é um grande desafio no contexto da saúde, pois as equipes atuam no dia a dia enfrentando várias barreiras que podem aparecer, entre elas, passagem de plantão, transferência de pacientes, comunicação entre áreas, com equipe médica, etc. É um tema muito sensível e causador de muitos eventos não esperados.

A equipe de enfermagem, certamente, está mais exposta a eventos decorrentes de falhas de comunicação, pois está presente no cuidado do paciente durante as 24 horas.

A área de qualidade e segurança tem papel fundamental nesta questão, pois promove, por meio da implantação de processos, maior segurança para as equipes e o paciente.

IBSP – A integração das áreas assistenciais é fundamental num cenário em que a cultura de segurança do paciente se faz cada vez mais necessária?
Wania Baia – Sim, é de fundamental importância que as áreas assistenciais estejam integradas e engajadas para que a melhor assistência aconteça. Como já foi relatado, temos várias interfaces que interagem com o paciente no seu dia a dia, várias áreas estão envolvidas no cuidado e, somente a integração fará com que alcancemos o objetivo proposto ao término ou na condução de um tratamento. Quando ocorre integração, discussões de casos, passagem de plantão eficaz entre áreas, registros adequados, minimizamos os potenciais eventos que possam ocorrer.

 

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