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Enfermagem é última barreira de segurança na prevenção de incidentes

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Além disto, a maioria dos protocolos de segurança exige um maior envolvimento da equipe de enfermagem na prevenção dos agravos

A cultura de segurança é definida como o conjunto de valores que determinam o padrão de comportamento e comprometimento com a segurança. “Apesar de o assunto ter tido mais evidencia no nosso País a partir de 2013, com o lançamento do Programa Nacional de Segurança do Paciente, os hospitais de ponta no Brasil já demonstravam a preocupação com a qualidade e segurança de suas instalações através da busca pelos selos de qualidade”, afirma Fernanda Paulino Fernandes, enfermeira formada pelo Centro Universitário São Camilo e Consultora em Gerenciamento de Risco e Segurança do Paciente do Hospital Israelita Beneficente Albert Einstein.

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Como construir uma cultura de segurança do paciente em hospitais brasileiros

“Precisamos do comprometimento das lideranças e dos profissionais de saúde na busca obsessiva pela segurança como prioridade e valor”, pontua a enfermeira. Confira, a seguir, a entrevista de Fernanda Paulino Fernandes ao Portal IBSP.

IBSP – Como enxerga a presença da cultura de segurança do paciente em hospitais de ponta brasileiros?
Fernanda Paulino Fernandes – As acreditações e certificações foram a base para a construção de barreiras para o aprimoramento de um sistema de segurança nos hospitais de ponta do País. No entanto, apesar dos avanços e esforços para a segurança dos pacientes, há existência de paradigmas, como a omissão por medo da punição, resistência à revelação do erro para pacientes e familiares, deficiência curricular nas questões de segurança, falta de proatividade na gestão de riscos, falta de engajamentos de pacientes no seu próprio cuidado e a falta de investimento em treinamentos comportamentais. Isso faz com que a maioria das instituições de saúde tenham uma cultura de segurança reativa, nas quais as melhorias são adotadas após a ocorrência do erro. Precisamos do comprometimento das lideranças e dos profissionais de saúde na busca obsessiva pela segurança como prioridade e valor.

IBSP – A segurança depende de todos os profissionais de saúde, de suas práticas e da capacidade de gerenciar os riscos que, inevitavelmente, cercam aqueles que precisam de cuidados e que prestam o cuidado. Como pode avaliar a importância da equipe multidisciplinar na prevenção de eventos adversos e a aplicação dos protocolos e diretrizes de segurança?
Fernanda Fernandes – O trabalho em equipe é um dos princípios fundamentais para o alcance do mais elevado nível de segurança nos sistemas complexos. Poder contar com profissionais de diferentes categorias profissionais, com diferentes conhecimentos e experiências, enriquece a percepção dos riscos, fortalece o planejamento de cuidados e facilita a tomada de decisão.

Não há uma única categoria profissional responsável pelo cuidado do paciente. Somos um time com um único propósito: salvar vidas. A interação, a relação e a união são essenciais para a prevenção de eventos adversos e melhor desempenho nos protocolos e diretrizes de segurança.

IBSP – A enfermagem está cada vez mais engajada nas práticas e na cultura de segurança? No Brasil, ela é uma das grandes responsáveis por disseminar isso entre os profissionais de saúde?
Fernanda Fernandes – A enfermagem representa a categoria profissional que passa mais tempo em contato com o paciente e, consequentemente, por muitas vezes, é a última barreira de segurança na prevenção de incidentes. Além disto, a maioria dos protocolos de segurança exige um maior envolvimento da equipe de enfermagem na prevenção dos agravos. Assim, é natural que a enfermagem esteja cada vez mais engajada nas práticas de segurança, sendo propulsora na disseminação da cultura de segurança entre os profissionais da saúde.

IBSP – Qual o papel do gerenciamento de riscos para a redução dos eventos adversos?
Fernanda Fernandes – O gerenciamento de risco compreende em um sistema capaz de identificar, analisar e corrigir os riscos e imperfeições dos processos, a fim de minimizar e/ou controlar os riscos e eliminar os danos aos pacientes, profissionais de saúde e ao ambiente, prevenindo, portanto, a ocorrência de eventos adversos e aumentando a resiliência das instituições de saúde.

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