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Experiência compartilhada – Como foi a implantação do NSP em um hospital de grande porte no RS

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Muitos hospitais brasileiros ainda estão se adequando à RDC nº 36, que institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde. Como forma de utilizar a experiência externa como base para avaliar potenciais caminhos a serem trilhados, podemos considerar um estudo (1) conduzido no Rio Grande do Sul e que descreve a implantação do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) e as estratégias desenvolvidas para garantir uma assistência mais segura.

Para isso, foram analisados os relatos concedidos por um hospital geral de grande porte, com cerca de 320 leitos no sul do país, entre 2009 – quando a preocupação local com a segurança do paciente foi oficializada pela criação de um serviço específico para gerenciamento dos riscos assistenciais – e 2017, dois anos após a nomeação do NSP. Participaram desse processo tanto os profissionais das áreas assistenciais quanto de apoio técnico-administrativas.

A equipe multidisciplinar que compunha o NSP envolvia enfermeiros, médico, farmacêutica, nutricionista, fisioterapeuta e analisa de qualidade. Porém, antes da criação do núcleo, o hospital contava com o Serviço de Epidemiologia e Gerenciamento de Riscos (SEGER), que era independente e envolvia uma enfermeira com dedicação exclusiva e uma farmacêutica com dedicação parcial operacionalizando ações de segurança, e com uma Comissão de Gerenciamento de Riscos (COGER) para gerenciar os demais riscos da organização. Hoje, tanto o NSP quanto o SEGER e o COGER atuam de forma integrada.

Cultura de segurança do paciente

Entre 2009 e 2017, o hospital implementou cinco ações para promover a cultura de segurança do paciente:

  • Mensuração da percepção da cultura de segurança do paciente
  • Programa de educação continuada
  • Líderes pela Segurança
  • Fórum mensal de discussão
  • Produção científica

Protocolos de Segurança do Paciente recomendados pelo Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP)

Os protocolos foram implementados gradativamente entre 2013 e 2016, sendo que cabia ao NSP e ao SEGER o gerenciamento dos protocolos clínicos e assistenciais:

  • Sepse
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC)
  • Dor Torácica
  • Tromboembolismo Venoso (TEV)
  • Time de Resposta Rápida
  • Manejo de Acesso Vascular
  • Prevenção de Infecção Cirúrgica e Urinária
  • Segurança na Transição de Cuidados
  • Mobilização Segura

O ponto forte da experiência está em um fato que o setor de segurança do paciente vem sempre enfatizando: a participação ativa das lideranças. O documento reforça que o apoio da alta direção e o engajamento das lideranças foram fundamentais para que a instituição vencesse os desafios da implementação e atividades do NSP. Além disso, menciona que a compreensão de que os problemas de segurança são sistêmicos (e não individuais) e a participação dos gestores nas discussões dos incidentes e eventos adversos demonstraram para as equipes a importância institucional conferida à segurança.

Após todo o caminho trilhado, o estudo afirma ter notado avanço na melhoria dos processos relacionados à segurança do paciente.

Referências:

(1) Núcleo de segurança do paciente: o caminho das pedras em um hospital geral

 

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