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Importância de educar pacientes que recebem alta com prescrição de terapia antimicrobiana parenteral

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Com foco na desospitalização, cresce a adoção da terapia antimicrobiana parenteral ambulatorial ou domiciliar. Porém, como orientar e educar esses pacientes para que o tratamento siga eficaz e seguro? Um artigo (1) publicado recentemente pelo The Joint Commision Journal on Quality and Patient Safety descreveu a experiência de uma equipe do Johns Hopkins Hospital quanto a utilização de um kit de ferramentas educacionais para este público, incluindo vídeos e checklists.

O kit, elaborado para vencer alguns dos principais desafios de pacientes que recebem alta, mas seguem com algum tipo de terapia parenteral, aborda a importância de investir em uma comunicação clara, paciência na hora de passar as informações e de instruir os pacientes quanto ao banho enquanto se usa um cateter intravenoso. Esse material foi avaliado tanto pela equipe de enfermagem quanto por pacientes.

Por ano, o Johns Hopkins Hospital concede alta com terapia antimicrobiana parenteral ambulatorial ou domiciliar a cerca de 900 pacientes. A intervenção foi aplicada a apenas 20. Como resultados, dos pacientes pesquisados, 90% afirmaram estar a vontade para infundir os medicamentos e 80% disseram estar tranquilos também para tomar banho com o cateter. 95% se mostraram satisfeitos com o treinamento recebido. Interessante destacar que os vídeos, bem como os checklists rápidos e curtos, foram muito bem aceitos e se mostraram bastante úteis.

No Brasil, um painel de especialistas elaborou as recomendações para este tipo de terapia (2). Entre as diretrizes, está a necessidade de organização de um programa composto por uma equipe multidisciplinar treinada para avaliar a elegibilidade dos pacientes para este tipo de terapia e fazer o acompanhamento individual. A equipe deve envolver um médico, preferencialmente um infectologista, enfermeiro com experiência na manipulação de acesso venoso central e um assistente social.

Entre os pacientes considerados elegíveis estão aqueles com:

  • Infecções do trato respiratório superior
  • Infecções respiratórias
  • Endocardite comprovada microbiologicamente por Streptococcus viridians em pacientes sem sinais de possíveis complicações ou preditores de mau prognóstico
  • Infecções do trato urinário
  • Infecções intra-abdominais
  • Infecções da pele e tecidos moles
  • Infecções osteoarticulares

As recomendações também mencionam que os medicamentos, sempre que possível, devem ser escolhidos com base nos resultados da cultura e do antibiograma e que o profissional de saúde responsável pela prescrição deve considerar as comorbidades do paciente e as possíveis interações medicamentosas.

Além disso, traz uma tabela com as diretrizes gerais para reconstituição, diluição e infusão dos medicamentos com doses e posologia.

Referências:

(1) Implementing a Toolkit to Improve the Education of Patients on Home-Based Outpatient Parenteral Antimicrobial Therapy (OPAT)

(2) Recomendações para terapia antimicrobiana parenteral ambulatorial no Brasil

 

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