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Ministério da Saúde segue OMS e muda protocolo de notificação de microcefalia

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Nova notificação de microcefalia inclui meninas com perímetro cefálico menor que 31,5 centímetros e meninos com menos que 31,9 centímetros

 

Microcefalia – Novo Critério

O Ministério da Saúde vai mudar novamente o protocolo de notificação da microcefalia, seguindo novos critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS). Serão notificadas como casos suspeitos de microcefalia meninas que nascerem com o perímetro cefálico menor que 31,5 centímetros e meninos com menos que 31,9 centímetros. Estas medidas são um indício de que a criança tem microcefalia, uma malformação irreversível no cerebro. Para a confirmação do diagnóstico, são necessários exames que mostrem se o cérebro está comprometido.

Inicialmente, a pasta usava 33 centímetros como ponto de partida. Em seguida, passou a adotar os critérios da OMS e começou a notificar como casos suspeitos meninos e meninas com menos de 32 centímetros de perímetro cefálico. Este é o critério usado até então. “A microcefalia era determinada pelo perímetro cefálico menor do que 33 centímetros. Abaixar a medida deve ser para diminuir a incidência. Para nós, profissionais, eu continuaria considerando os 33”, opina o obstetra Ricardo Luba.

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“O que já está notificado a gente vai submeter aos exames; agora vamos ter um rigor maior nas novas notificações”, explicou o ministro da Saúde, Marcelo Castro, em evento na embaixada da França, na qual os dois países fizeram uma declaração de intenções de firmarem parcerias em pesquisas relacionadas ao vírus Zika.

Histórico e panorama

A Polinésia Francesa, território francês, foi o primeiro lugar a registrar uma epidemia de Zika, em 2014. Desde então, a França começou a pesquisar o vírus.

Atualmente, o Brasil tem parcerias com os Estados Unidos em várias vertentes. Entre elas, o desenvolvimento da vacina contra o vírus Zika, de tratamentos para a infecção e também de tecnologias de combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor do Zika e da dengue.

O último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde confirmou 641 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita. Outros 4.222 casos suspeitos estão sendo investigados em todo o País.

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