NOTÍCIAS

Planetree: atendimento humanizado melhora processo de cura

0
(0)

Entenda quais são as premissas do modelo implantado há sete anos no Hospital Albert Einstein

 

Pacientes hospitalizados ficam mais expostos a eventos adversos, falhas na assistência e até piora do quadro em alguns casos. Mas e se fosse possível torná-los mais atuantes em seu próprio tratamento e, com isso, ver a chance de cura aumentar? É dentro dessa possibilidade que o modelo Planetree (Patient Centered Care), selo de humanização disponível em 76 hospitais pelo mundo, trabalha. No Brasil, o Hospital Israelita Albert Einstein é o único com a certificação – outras três instituições estão em processo de implantação.

“Temos uma abordagem holística que foca o corpo, a mente e o espírito. Para a estadia do paciente, vai contribuir muito para sua recuperação”, afirma gerente de atendimento Rita Grotto em entrevista exclusiva ao IBSP.

health, medicine, love, valentines day and charity concept - close up of african american female hands holding small red heart over green lights background

Resumidamente, o processo inclui escutar o paciente e tentar ao máximo atender as necessidades específicas de cada um, que vão desde não impor horários para as refeições até permitir visitas durante 24 horas até nas UTIs. “Está dentro de um escopo de trabalho que nós chamamos de cuidado centrado no paciente, fundamental para o processo de cura. Então, temos diversos recursos internos que favorecem o processo de cura enquanto ele estiver hospitalizado. Fazendo com que esse ambiente hospitalar seja o mais agradável possível”, completa Rita.

 

Ter um atendimento altamente humanizado passa essencialmente por treinar bem a equipe para acolher o paciente. Além da preparação padrão para trabalhar no hospital, os colaboradores recebem informações específicas sobre a filosofia de trabalho voltada para o bem-estar do paciente. “O treinamento de humanização é bem interessante, é uma espécie de retiro em que o funcionário fica quatro horas do dia focado em entender a importância dessas ações”, relata Grotto.

Participação ativa
Fazer com que o paciente participe ativamente de seu tratamento é um dos pilares principais defendidos pelo Planetree. “O paciente pode consultar o prontuário para se inteirar do seu tratamento. Pode ainda acionar o líder religioso da sua religião, por exemplo. O paciente participa de seu tratamento”, conta Grotto.

Para promover uma melhora constante na assistência de pacientes e familiares, o hospital organiza ainda um conselho consultivo entre os clientes. Representantes dos pacientes se reúnem para conversar sobre as melhorias que podem ser feitas no atendimento aos doentes e seus familiares. “Várias ações foram desenvolvidas com base no conselho consultivo. Oferecer massagem, sessões de cinema, criar uma área de convivência para os familiares são alguns exemplos”, enumera.

A história do Planetree
O sistema Planetree foi criado em 1978, nos Estados Unidos, por Angélica Thieriot, uma argentina que passou por uma experiência de internação. Angélica não pôde ter acesso ao seu prontuário, foi negado a ela uma visita de seu líder religioso e nem uma pessoa que falasse seu idioma.

Apesar de toda a tecnologia presente no hospital, ela não sentia que o ambiente atendia suas necessidades. Sua experiência, então, motivou a criar uma filosofia de vivência hospitalar em que os pacientes pudessem receber o cuidado em um ambiente realmente curador, que oferecesse informações necessárias para que pudessem se tornar participantes ativos de sua própria assistência.

Veja mais

 

Avalie esse conteúdo

Média da classificação 0 / 5. Número de votos: 0

Comente

Veja outros conteúdos

Tudo
materiais-cientificos-icon-mini Materiais Científicos
noticias-icon Notícias
eventos-icon-2 Eventos