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Prevenção e segurança – De mãos dadas antes, durante e após a pandemia de COVID-19

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Uma teoria já muito conhecida dos profissionais de saúde vem ganhando notoriedade nas últimas semanas após ter sido aplicada como método de prevenção da COVID-19: a Teoria do Queijo Suíço. O conceito (que já foi abordado em nosso portal e você pode conferir clicando AQUI) enfatiza como múltiplas camadas de proteção são uma boa estratégia para bloquear a disseminação do novo coronavírus.

O objetivo é o mesmo tanto nos hospitais quanto no combate à COVID-19. No atendimento hospitalar, por exemplo, a teoria é aplicada quando são impostas diversas barreiras ao erro.

Para exemplificar, podemos considerar a administração medicamentosa. São diversos os processos criados e seguidos para impedir que uma medicação seja administrada de forma incorreta ou ao paciente equivocado. A prescrição é verificada por mais de um profissional em comuns processos de tripla checagem; a medicação é preparada e, novamente, verificada; o nome do paciente é checado pelos profissionais e, depois, pelo próprio paciente. Tudo isso antes do medicamento ser efetivamente administrado. O erro na ponta ocorre justamente quando lacunas em cada uma dessas barreiras coincidem. Tratar conscientemente e estrategicamente a imposição dessas barreiras é prevenir que o erro ocorra.

No contexto da infecção pelo novo coronavírus, as barreiras são as medidas que devem ser tomadas para evitar a disseminação do patógeno, ou seja, manter o distanciamento social, usar máscara, higienizar constantemente as mãos, não levar as mãos ao rosto, evitar aglomerações, etc. Quando o cidadão investe em todas as barreiras, ele está se prevenindo. E quando falhas em cada uma dessas medidas ocorrem e coincidem, ele está exposto à COVID-19.

Levar conceitos já consolidados de segurança do paciente à população – como tem sido feito recentemente com a divulgação da Teoria do Queijo Suíço em grandes portais de notícias como o Estado de S. Paulo e o G1 – é um excelente caminho para tornar os cidadãos protagonistas de seu próprio cuidado. É o que relata Karina Pires, diretora de Operações do IBSP. “É importante que a gente aposte no envolvimento das pessoas com sua própria segurança, para que elas façam a sua gestão de saúde. Explicar a Teoria do Queijo Suíço à população agora, nesse momento de pandemia, auxilia nessa compreensão do autocuidado”, diz.

Para Karina, não se trata de transferência de responsabilidade, mas sim de fazer com que todos os atores da cadeia de saúde contribuam para a prevenção e, posteriormente, para uma assistência segura. “A população passa a compreender como imperativo estar envolvida no seu ciclo de cuidado”, complementa.

Por ter total conhecimento sobre essas metodologias de prevenção – já que a Teoria do Queijo Suíço é uma das mais estudadas dentro do contexto da gestão de risco e segurança dos pacientes – os profissionais de saúde podem se posicionar como compartilhadores de informações e estimuladores desse envolvimento. Principalmente aqueles que atuam na atenção básica e estão na linha de frente do atendimento e em contato direto com o cidadão. “É importante que esses profissionais incentivem as pessoas a se prevenirem justamente para que não venham a se tornar um paciente. E, se porventura virarem um paciente, continuem atentos às medidas de segurança mesmo durante seu atendimento”, diz Eliana Argolo, coordenadora de Educação do Instituto.

A pandemia de COVID-19 surge como uma boa oportunidade para que os conceitos de prevenção sejam enfatizados e, posteriormente – mesmo após o controle do novo coronavírus – sejam mantidos para todas as outras doenças. “Precisamos explicar à população que somar atitudes preventivas também é uma estratégia de segurança”, finaliza Karina.

 

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