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Protegendo os trabalhadores da saúde

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As campanhas globais do Dia Mundial da Segurança do Paciente – comemorado em 17 de setembro – estão, este ano, direcionadas à proteção dos profissionais de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS), inclusive, vem fortalecendo essa vertente do cuidado por acreditar que ao garantir a segurança do trabalhador estamos diretamente cuidando da segurança dos pacientes.

No mundo, mais de 59 milhões de trabalhadores da saúde estão diariamente expostos a riscos biológicos, químicos, físicos, ergonômicos e psicossociais (1) precisando de proteção em seus locais de trabalho tanto quanto aqueles que atuam na construção civil e na mineração.

Para isso, no Brasil, sociedades técnico-científicas, redes de profissionais, conselhos tanto de profissionais quanto de secretarias de saúde, bem como outras instituições que direta ou indiretamente estão relacionadas à segurança do paciente, assinaram uma declaração conjunta (confira AQUI) incentivando essas campanhas.

Em junho deste ano, a OMS inclusive publicou (2) indicações para que os países invistam na criação de programas nacionais de saúde ocupacional envolvendo todos esses trabalhadores que estão diariamente na linha de frente do cuidado tanto no setor público, quanto no privado. Para isso, sugere que o Ministério da Saúde atue junto a outras pastas como, por exemplo, a Secretaria de Trabalho, estrutura integrada ao nosso Ministério da Economia.

A ideia da OMS, baseada na publicação da revisão das iniciativas setoriais da Organização Internacional do Trabalho (OIT), é fortalecer os sistemas de saúde para a construção de ambientes que sejam muito mais seguros para todos os trabalhadores, para os pacientes, e nos quais a qualidade do atendimento seja mantida em nível alto.

Para tal, sugere um passo a passo que envolve ações estruturantes como a definição de um responsável pelo projeto; o desenvolvimento de políticas sobre segurança, saúde e condições de trabalho a fim de proteger esses profissionais; a criação de comitês de saúde e segurança; o fornecimento de educação continuada a todos os trabalhadores da saúde; o gerenciamento de riscos e a identificação de falhas de segurança nos locais de trabalho; a criação de um ambiente livre de culpa incentivando a comunicação sobre incidentes; o rastreio das condições de saúde desses profissionais; a promoção de pesquisas sobre saúde ocupacional e o compartilhamento de seus resultados; e o apoio a iniciativas diversas com foco na sustentabilidade desses ambientes.

Além disso, sugere cuidado diário a esses trabalhadores ao indicar que todos devem ter acesso à atendimento de saúde, aos equipamentos de proteção necessários; à imunização para todas as doenças evitáveis através de vacina; e ao diagnóstico e tratamento para infecções por HIV, tuberculose e hepatites. Aliás, você sabia que, segundo a OMS (1), 37% dos casos de hepatite B entre os profissionais de saúde são reflexo da exposição ocupacional?

8 dicas para proteção dos profissionais de saúde

Lembrando que a maior parte dos acidentes ou eventos adversos ocorridos no ambiente hospitalar pode ser prevenida, a Colaborativa Saúde em Nossas Mãos – que envolve os cinco hospitais PROADI-SUS, sendo eles Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital do Coração, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio Libanês –, lançou um e-book (3) com oito dicas para que os trabalhadores mantenham e fortaleçam os pilares essenciais de sua própria segurança.

1. Segurança – Cuide de sua saúde física e psicológica

2. Consciência – Proteja sua segurança e das pessoas de quem cuida

3. Competência – Aprimore seus conhecimentos, habilidades e competências para a segurança em saúde

4. Adesão – Certifique-se de que você está treinado, ciente da prevenção e do controle de infecções e implementa as medidas adequadas

5. Mobilidade – Contribua de forma proativa para construir e fortalecer uma cultura de segurança do trabalho

6. Comunicação – Promova e implemente práticas de segurança inovadoras em sua organização

7. Atenção aos riscos e sinais de alerta – Sempre relate riscos de segurança, violência, assédio ou ameaças às autoridades

8. Direitos e responsabilidades – Conheça seus direitos e suas responsabilidades; solicite um ambiente de trabalho seguro

Referências:

(1) WHO – Health worker occupational health

(2) WHO–ILO Global Framework for National Occupational Health Programmes for Health Workers

(3) Saúde em Nossas Mãos – Dia Mundial da Segurança do Paciente

 

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