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Reduzir desperdícios ajuda a garantir eficiência do sistema de saúde

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Como reduzir excessos? O caminho não é fácil, mas inclui alguns pontos como um cuidado de qualidade, seguro e adequado à necessidade do paciente

Segurança do paciente não é apenas uma diretriz para evitar a ocorrência de eventos adversos. É uma questão de sustentabilidade. “Hoje, as instituições de saúde vivenciam orçamentos contidos em que controlar e reduzir desperdícios é a melhor forma de garantir a eficiência”, diz Fernando Mallet Soares Paragó, Consultor Médico em Segurança do Paciente na Pró-Saúde.

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E como reduzir o desperdício? Segundo Paragó, o caminho não é fácil, mas inclui alguns pontos como um cuidado de qualidade, seguro e adequado à necessidade do paciente. “Essa é a grande questão colocada pela própria sociedade e pelos órgãos reguladores. Precisamos administrar um cuidado mais eficiente, e eficiência requer qualidade de segurança”, afirma o profissional da Pró-Saúde. “Dar o cuidado necessário ao paciente no momento certo e pelo profissional certo é a chave da sustentabilidade na saúde”, completa.

O Brasil vive um momento de justamente desenhar um sistema que facilite o acesso do paciente no momento que ele precisa, para atenção indicada. “Hoje, temos um cuidado fragmentado, com dificuldade de acesso ao paciente, em que ele vai e volta muitas vezes sem resolver seu problema, agravando sua condição de saúde e implicando em maiores custos e, obviamente, no pagamento pessoal do paciente com sua própria saúde”, afirma Paragó. Segundo ele, essa é uma questão estratégica dentro da Pró-Saúde. “Na dimensão dos processos internos, somos estruturamos para tentar prestar a maior eficiência e qualidade de segurança possível na administração das nossas unidades”, diz.

Para garantir a eficiência, devem, portanto, ser trabalhados vários pilares: treinamento e capacitação podem ser os primeiros pontos abordados. “Trabalhar a educação da equipe multidisciplinar e a integração dos profissionais que atuam na entrega do cuidado é o primeiro passo”, comenta Paragó.

O segundo pilar é focar no gerenciamento do risco, tentando identificar onde estão esses riscos e o que fazer para detectá-los para ajustar o sistema de forma que eles não se repitam. “Lembrando que os indicadores de qualidade devem acompanhar a evolução desse processo”, fala Paragó.

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