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Só 40% dos bebês são amamentados exclusivamente de leite materno até os seis meses, diz OMS

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Uma nova análise mostra que um investimento de menos de R$ 15 por recém-nascido aumentaria a taxa para 50% até 2025

Nenhum país do mundo cumpre plenamente as normas recomendadas para aleitamento materno, segundo um novo informe da UNICEF e da Organização Mundial da Saúde, a OMS, em colaboração com o Coletivo Mundial para Aleitamento Materno, uma nova iniciativa para aumentar as taxas mundiais de amamentação.

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O World Breastfeeding Score Card (Cartão Mundial de pontuação para amamentação), que avaliou as práticas de amamentação em 194 nações, descobriu que apenas 40% das crianças com menos de seis meses recebem amamentação exclusiva (apenas leite materno) e apenas 23 países têm índices exclusivos de amamentação acima de 60%.

Leite Materno

Demonstrou-se que a amamentação tem benefícios cognitivos e de saúde para bebês e suas mães. É especialmente importante durante os primeiros seis meses de vida, pois ajuda a prevenir a diarreia e a pneumonia, duas das principais causas de morte em lactentes. As mães que amamentam têm menor risco de câncer de ovário e de mama, duas das principais causas de morte entre as mulheres.

“A amamentação oferece aos bebês o melhor começo de vida possível”, diz o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “O leite materno atua como a primeira vacina do bebê porque protege contra doenças que ameaçam a vida, dando também o alimento que precisam para sobreviver e prosperar”, completa Dr. Tedros.

O scorecard foi revelado no início da World Breastfeeding Week, realizada na primeira semana de agosto de 2017, juntamente a uma nova análise que mostra que um investimento anual de apenas US$ 4,70 (cerca de R$ 15) por recém-nascido pode ajudar a taxa de amamentação exclusiva em todo o mundo entre crianças menores de seis meses chegue a 50% até 2025 .

Amamentação

A publicação intitulada “Nurturing the Health and Wealth of Nations: The Investment Case for Breastfeeding” sugere que cumprir esse objetivo poderia salvar vidas de 520 mil crianças com menos de cinco anos e, potencialmente, gerar ganhos econômicos de US$ 300 bilhões em dez anos como resultado da redução de custos com doenças e cuidados de saúde e aumento da produtividade.

“A amamentação é um dos investimentos mais eficazes e rentáveis que as nações podem fazer para a saúde de seus membros mais jovens e a futura saúde de suas economias e sociedades”, disse o diretor-executivo da UNICEF, Anthony Lake. “Em vez de investir na amamentação, estamos falhando com as mães e os bebês, pagando em dobro com vidas perdidas e oportunidades perdidas”, completa Anthony.

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