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‘Pílula do câncer’: falta de teste compromete segurança, segundo Anvisa

‘Pílula do câncer’: falta de teste compromete segurança, segundo Anvisa
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A Anvisa vê com preocupação a aprovação da fosfoetanolamina como medicamento, na Câmara Federal. Decisão ainda passará pelo crivo do Senado

 

Liberar um medicamento sem pesquisa pode colocar em risco a população, o sistema regulador e até a indústria que fabrica remédios. Só que a questão do uso e aprovação da fosfoetanolamina virou uma bola de neve no Brasil. Isso porque a Câmara dos Deputados aprovou a produção e o uso da fosfoetanolamina sintética, a chamada “pílula do câncer”, mesmo sem aval de pesquisas.

A Anvisa vê com preocupação essa aprovação, na Câmara Federal, do PL 4639, que ainda passará pelo crivo do Senado. Isso porque ela não passou pelos testes que garantam sua segurança e eficácia, como é exigido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, para que um medicamento seja liberado para uso da população.

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A posição da Anvisa é clara: “Não há nenhum pedido protocolado na Anvisa para a realização de ensaios clínicos ou solicitação de registro dessa substância. Por isso, é absolutamente descabido acusar a Anvisa de qualquer demora em processo de autorização para uso da Fosfoetanolamina. O que há, de fato, é que uma substância que é utilizada há tantos anos nunca foi testada de acordo com as metodologias científicas internacionalmente utilizadas, para comprovar sua segurança e eficácia. Da mesma forma, os desenvolvedores dessa substância nunca procuraram estabelecer um processo produtivo em fábrica legalmente estabelecida e certificada para operar com qualidade”.

Médicos são contra

O Dr. Ricardo Caponero, médico oncologista graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com especialização em Oncologia pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clinica (SBOC) e Coinvestigador de Pesquisas Clínicas Nacionais e Internacionais Multicêntricas, já foi categórico em relação ao uso da fosfoetanolamina como medicamento para tratar o câncer. “É pura enganação”, diz o doutor.  “Absolutamente um mito, como tantos outros que surgem de tempo em tempo”, completa.

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