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Protocolo de profilaxia multidisciplinar viabiliza sucesso na prevenção de TEV

Protocolo de profilaxia multidisciplinar viabiliza sucesso na prevenção de TEV
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Prevenir o tromboembolismo venoso faz parte da gestão contemporânea de segurança do paciente, com envolvimento especial da enfermagem, do médico e do farmacêutico clínico

A prevenção do tromboembolismo venoso, mais conhecida como prevenção de TEV, é um dos protocolos de gestão da segurança do paciente que envolve um conceito multidisciplinar. Os principais profissionais envolvidos nesse processo são o enfermeiro, o médico e o farmacêutico clínico. “A enfermagem, especialmente, deve fazer a avaliação do paciente na admissão”, afirma Karina Pires Pecora, enfermeira especializada em Terapia Intensiva e diretora de operações do IBSP – Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente.

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Enfermagem tem papel fundamental na avaliação do risco de TEV

Em alguns hospitais, segunda a enfermeira do IBSP, o processo de prevenção de TEV é mais rigoroso, pois lidam com pacientes que têm risco elevado, como os oncológicos. “O paciente oncológico tem um risco duplicado, às vezes quadriplicado, de ter tromboembolismo venoso. Além das pessoas com câncer, os pacientes da terapia intensiva, também precisam de supervisão redobrada”, afirma Karina.

Para que a prevenção de TEV seja eficaz, o mais importante é a liderança geral estar muito engajada para que esse protocolo permeie, em especial, líderes da enfermagem para que viabilize a avaliação de cem por cento dos pacientes na admissão, seja um paciente clínico ou cirúrgico. “A avaliação é rápida: o protocolo, num primeiro momento, passa a ideia de ser complexo, mas possui um algoritmo rápido que pode ser implementado em menos de um minuto. A enfermeira pode fazer a avaliação inicial e reconhecer o risco. Uma vez identificado, a equipe médica deve ser acionada para prescrever a profilaxia, seja ela medicamentosa ou mecânica e, posteriormente, viabilizar essa aplicação”, afirma Karina.

Outro ponto importante é a orientação aos pacientes, que precisam ser orientados sobre o que é o risco de TEV. “Os pacientes oncológicos também precisam ter o discernimento de quais são os sintomas relacionados à doença e o quais os sintomas relacionados ao TEV”, comenta a enfermeira Karina.

Procedimento cirúrgico e TEV
Quando for ser realizada uma cirurgia, a instituição deve ter estratégias para realização da profilaxia antes e depois do procedimento, respeitando limites de segurança quanto à retirada de cateteres do canal medular ou presença de sangramento ativo. Nesse sentido, prazos devem ser respeitados. “Esse é um ponto crucial do protocolo e que deve ser gerenciado pela equipe de enfermagem, pela equipe médica e também pela farmácia clínica”, pontua Karina. “Só conseguimos ter resultados significativos se houver a interdisciplinaridade, transparência e o engajamento da liderança. Isso porque a comunicação deve chegar à linha de frente e permear por todo esse processo”, finaliza Karina.

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