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Segurança do paciente – Ibuprofeno e novo coronavírus

Segurança do paciente – Ibuprofeno e novo coronavírus
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IBSP: Segurança do Paciente - Segurança do paciente – Ibuprofeno e novo coronavírus

No dia 17 de março a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou em suas plataformas a recomendação de não utilização da substância Ibuprofeno no tratamento de pessoas com sintomas de infecção pelo novo coronavírus. Porém, dois dias depois, voltou a se pronunciar sobre o assunto alegando que, com base nas pesquisas atualmente disponíveis, não se posicionava contra o uso do Ibuprofeno e que estava consultando médicos e, até o momento, não tinha identificado relatos de efeitos negativos no uso do medicamento.

Na ocasião o Ministério da Saúde do Brasil já tinha divulgado que embora não houvesse evidências científicas, por precaução sugeria a substituição do Ibuprofeno por outros analgésicos no tratamento de pessoas possivelmente com COVID-19. No mesmo pronunciamento o Ministério reforçou que medicamentos para hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares deveriam ser mantidos.

Presente em medicamentos como Advil e Alivium, amplamente utilizados pela população brasileira como analgésico e antitérmico, o Ibuprofeno tornou-se assunto durante a pandemia após estudo publicado pelo The Lancet1 que questionava se pacientes com hipertensão e diabetes estão em maior risco de infecção por COVID-19. A publicação alertava que o Ibuprofeno causa ativação do receptor EAC2, processo que pode potencializar a ação do vírus na infecção de outras células do corpo humano.

Atenta aos estudos científicos relacionados ao vírus, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)2 se pronunciou enfatizando que pacientes infectados por COVID-19 e portadores de doenças cardiovasculares podem ter taxas de mortalidade em torno de 10% e que também apresentam maiores taxas de mortalidade os diabéticos, pessoas com doença respiratória crônica, hipertensos e pacientes com câncer. No mesmo parecer, a Sociedade mencionou a questão relativa ao uso de Ibuprofeno, recomendando evitar sua utilização.

A Harvard Health Publishing3 também abordou o tema. Em seu portal dedicado à questionamentos sobre a pandemia do novo coronavírus, explicou que alguns médicos franceses desaconselham o uso do Ibuprofeno. Na publicação, mencionou que a OMS primeiramente sugeriu substituir essa substância por Paracetamol, mas na sequência retirou a recomendação de evitar o Ibuprofeno e enfatizou que, como alguns profissionais de saúde seguem demonstrando preocupação sobre a reação do Ibuprofeno no corpo humano infectado pelo COVID-19, é prudente evitar o uso se possível for.

No entanto, o texto conclui que caso o paciente esteja com suspeita de infecção pelo novo coronavírus, não possa tomar Paracetamol ou já tenha utilizado a dose máxima recomendada da medicação e ainda assim precise de alívio para os sintomas, o Ibuprofeno sem prescrição não necessariamente precisa ser evitado. O IBSP reforça que além do Paracetamol, os pacientes também podem optar pela Dipirona para controle da dor e da febre.

Referências

1. Are patients with hypertension and diabetes mellitus at increased risk for COVID-19 infection?

2. Infecção pelo Coronavírus 2019 (COVID-19) – Nota de Esclarecimento – Sociedade Brasileira de Cardiologia

3. Coronavirus Resource Center – Harvard Medical School

 

 

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