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Trombectomia aumenta risco de AVC em infartados, diz estudo

Trombectomia aumenta risco de AVC em infartados, diz estudo
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ESPECIAL IBSP – AVC

A prática comum de remoção de coágulos através da trombectomia em pacientes pós-infarto, ao contrário do que se acreditava, pode aumentar o risco de ocorrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral). É o que diz o maior estudo feito até hoje, que foi publicado em março de 2015 no New England Journal of Medicine.

Conduzido pelas universidades de Toronto e McMaster, ambas canadenses, 10.732 pacientes em 20 países fizeram parte do estudo clínico. Alguns pacientes que sofreram infarto fizeram apenas angioplastia, ou intervenção coronária percutânea, que abre uma artéria obstruída no coração usando um cateter balão. Outros fizeram a angioplastia e uma trombectomia, em que um cardiologista usa uma seringa amarrada a um tubo para criar sucção e remover o coágulo da artéria, mostraram os estudos. “O AVC ocorreu em 33 pacientes do grupo que fizeram a trombectomia contra 16 que se submeteram apenas à angioplastia”, relata o resultado da pesquisa.

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Isso quer dizer que o estudo não visualizou benefícios na trombectomia e ainda sinaliza que os pacientes com infarto ficaram mais suscetíveis a sofrer um AVC.

Diretrizes médicas

De acordo com o neurologista brasileiro Marcelo Calderaro, formado pela Universidade de São Paulo e membro do corpo clínico do Hospital Samaritano, o tratamento trombolítico tenta desobstruir essa artéria entupida. “Quanto mais tempo passa sem que essa recanalização ocorra, maior a chance de o tecido já ter sido permanentemente lesado”, sinaliza.

De acordo com o líder o estudo Sanjit Jolly, professor associado de medicina da escola de medicina Michael G. DeGroote, da universidade McMaster, a proposta é fazer com que os médicos tenham mais critério ao utilizar o procedimento de remoção de coágulos com seringas.

“A mensagem deste estudo é que a trombectomia não deveria ser feita como um procedimento de rotina”, disse Sanjit Jolly. “Esta ainda é uma terapia importante, mas dados os efeitos colaterais negativos observados em nossa investigação, seu uso deveria ser seletivo e visto como uma medida quando uma angioplastia inicial falha em desobstruir uma artéria, mais do que uma estratégia de rotina”.

 

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