Levantamento da SOBRASP recebe contribuições até 30 de setembro e busca ampliar o retrato nacional dos NSPs para apoiar estratégias de melhoria da qualidade e da segurança do paciente
O IBSP incentiva instituições de saúde de todo o país que possuem Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) formalmente instituído a participarem da pesquisa que dará origem à 3ª Demografia dos Núcleos de Segurança do Paciente do Brasil, iniciativa da Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP).
A coleta de dados teve início em 1º de julho e permanece aberta somente até 30 de setembro de 2026. O preenchimento é gratuito, leva no máximo dez minutos e deve ser realizado pelo coordenador do NSP ou pelo responsável técnico da instituição.
Ao chegar à terceira edição, o levantamento busca atualizar e ampliar o panorama dos Núcleos de Segurança do Paciente no Brasil, produzindo informações que permitam compreender a realidade dessas estruturas, identificar desafios e contribuir para a definição de estratégias de fortalecimento da qualidade assistencial e da segurança do paciente.
Para o IBSP, ampliar a participação das instituições é fundamental para aumentar a representatividade do levantamento. Quanto maior o número de NSPs participantes, mais abrangente e fidedigno poderá ser o retrato produzido sobre a realidade nacional.
Núcleos têm papel estratégico na segurança do paciente
Os Núcleos de Segurança do Paciente fazem parte da estrutura criada no país para tornar a segurança uma dimensão permanente da assistência à saúde. Em 2013, o Ministério da Saúde instituiu o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). No mesmo ano, a RDC nº 36/2013 da Anvisa estabeleceu ações para a segurança do paciente em serviços de saúde e determinou a constituição dos NSPs nos estabelecimentos abrangidos pela norma.
Na prática, os núcleos têm papel central na implantação e no acompanhamento de ações voltadas à gestão de riscos e à segurança do paciente. Sua atuação permite monitorar processos e incidentes, reconhecer vulnerabilidades e subsidiar intervenções para a melhoria contínua da assistência.
A existência de uma estrutura dedicada à segurança é, portanto, um importante mecanismo para que os problemas identificados não permaneçam apenas como registros: os dados produzidos pelo monitoramento precisam servir de base para a análise dos riscos e para a implementação de ações de melhoria.
Conhecer a realidade para definir os próximos caminhos
É justamente nesse contexto que a Demografia dos NSPs ganha relevância. Ao reunir informações de instituições de diferentes regiões e realidades assistenciais, o levantamento ajuda a compreender como esses núcleos estão estruturados e quais são os desafios enfrentados atualmente pelos profissionais responsáveis pela segurança do paciente no país.
Esse diagnóstico pode fornecer subsídios para que instituições, profissionais e demais atores envolvidos na qualidade do cuidado identifiquem lacunas, estabeleçam prioridades e desenvolvam estratégias mais alinhadas às necessidades observadas na prática.
A participação não envolve qualquer custo para as instituições. Ao responder ao levantamento, os profissionais também colaboram para a produção de um material que será disponibilizado gratuitamente e poderá servir como referência para iniciativas de melhoria da segurança do paciente no Brasil.
Segundo a SOBRASP, as respostas serão analisadas e divulgadas de maneira agregada, sem exposição dos participantes ou das instituições, ou seja, os dados compartilhados no formulário são protegidos de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Além disso, ao contribuir para a construção do panorama nacional, os participantes da pesquisa receberão 90 dias de acesso gratuito ao ClinicalKey AI para enfermagem, da Elsevier.
A pesquisa permanece disponível até 30 de setembro de 2026 e pode ser acessada AQUI.
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